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Operação Lava-Jato

CPI: Pedro Barusco diz que começou a receber propina em 1997

11/03/2015 | 10h29
CPI: Pedro Barusco diz que começou a receber propina em 1997
Antonio Cruz / Agência Brasil Antonio Cruz / Agência Brasil

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o ex-gerente da estatal Pedro Barusco reafirmou que começou a receber propina em 1997, ainda sob o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e que estima que o PT recebeu de US$ 150 a 200 milhões entre 2003 e 2013.

“Comecei a receber propina em 1997, 1998. Foi uma iniciativa minha, pessoal. De forma mais ampla, com outras pessoas da Petrobras, a partir de 2003, 2004”, disse Barusco após ser questionado pelo relator da CPI, Luiz Sérgio (PT-SP). Barusco, porém, ressaltou que não daria detalhes do esquema. “Com relação a esse período eu não vou tecer maiores detalhes, existe uma investigação em curso que me dá o direito de não comentar esses detalhes”, disse.

Ao ser questionado sobre como era dividido o montante desviado, Barusco disse que não sabe exatamente quanto era repassado ao partido, mas garantiu que um percentual da propina ia para o PT. “Cabia a mim uma quantia que eu recebi e ao PT outra quantia. Eu estimo que cabia a ele [ao partido] ter recebido entre US$ 150 e 200 milhões. Não sei como o João Vaccari Neto [tesoureiro do PT] recebeu, se recebeu. Se foi doação oficial, se foi conta no exterior. Sei que existia uma quantia de propina para o PT”, afirmou o ex-gerente. Barusco disse ainda que não tem condições de afirmar se o dinheiro foi efetivamente entregue ao partido por Vaccari Neto.

Barusco relatou à CPI que a propina paga pelas empresas contratadas pela Petrobras variava entre 1% e 2% dos valores dos contratos. Do total desviado, metade era destinada para o PT, por meio de João Vaccari, e metade para a "casa” [diretores da Petrobras envolvidos no esquema]. Ele citou os nomes de Renato Duque, ex-diretor da Petrobras; Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, e Roberto Gonçalves, que o sucedeu na Petrobras.

“Dinheiro de propina será repatriado”

Após ter reafirmado que recebeu quase US$ 100 milhões de pagamento de propinas entre 1997 e 2013, Barusco disse que já está contribuindo com a Justiça para que o dinheiro “seja repatriado”.

“Encaminhei todos os extratos, e esse dinheiro será repatriado”, afirmou Barusco. Ele disse aos deputados que amealhou US$ 97 milhões no período em análise. Do total, cerca de US$ 70 milhões eram efetivamente de propinas, e o restante, US$ 27 milhões, de rendimentos financeiros.

A quase totalidade do dinheiro foi recebida no exterior, em contas espalhadas nos bancos HS Republic, HSBC, Safra, Cramer (da Suíça), Royal Bank of Canada e Delta. Ele afirmou ainda que os bancos sabiam que a origem do dinheiro era ilícita.

US$ 300 mil da SBM foram usados na eleição de 2010

Pedro Barusco disse hohe (10) que US$ 300 mil que recebeu da SBM Offshore foram repassados para o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

“Em 2010, foi solicitado à SBM um patrocínio de campanha, mas não foi dado a eles diretamente. Eu recebi e repassei o dinheiro para a campanha presidencial de 2010, em que disputavam José Serra e Dilma Rousseff”, disse.

Perguntado a quem era destinado o dinheiro, Barusco respondeu que foi encaminhado ao PT. "Eu recebi o dinheiro e repassei em um acerto de contas em outro recebimento".

Segundo Barusco, a quantia foi solicitada ao empresário Júlio Faerman, representante da empresa holandesa, como um “reforço” de campanha eleitoral a pedido de Vaccari. “Foi ao PT, ao João Vaccari", disse, destacando que a quantia foi “contabilizada” por ele como “pagamento destinado ao PT”.

Em nota, assinada pelo presidente do PT, Rui Falcão, o partido diz que o PT vai processar o ex-gerente da Petrobras por fazer denúncias sem apresentar provas. “[O PT] só recebe doações dentro dos parâmetros legais, que são declaradas na prestação de contas ao TSE”, reafirmou.



Fonte: Agência Brasil
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