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Redefinição

CPFL reduz programa de investimento para 2009

25/11/2008 | 02h54

O presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Júnior, afirmou ontem que a crise financeira mundial, que já provoca desaceleração na economia e está afetando o mercado de crédito, levará a companhia a redefinir o programa de investimentos previstos para os próximos.

 


“No curto prazo, em função das restrições de crédito, os investimentos podem ser escalonados ao longo do tempo”, afirmou o executivo, que participou de encontro com analistas e investidores promovido pela Apimec-SP, na capital paulista.

 

Para 2009, os investimentos programados deverão ser inferiores ao montante previsto para 2008 de cerca de R$ 1,1 bilhão. Segundo o executivo, a revisão sobre as prioridades dos investimentos da companhia tem como objetivo preservar o caixa.

 

“É importante acumularmos caixa nesse momento de crise para que tenhamos condições de aproveitar as boas oportunidades que possam surgir no mercado”, afirmou Ferreira Júnior.

 

O executivo lembrou que a perspectiva de desaceleração no crescimento do consumo de energia no próximo ano permite uma redução dos investimentos na área de distribuição.

 

“Com a redução da carga, é possível deslocar mais para frente alguns investimentos, como subestações”, justificou o presidente da CPFL Energia. Para 2009, a companhia trabalha com uma perspectiva de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,1%, desempenho inferior a expectativa de 5% para este ano.

 

Apesar da provável redução dos investimentos, Ferreira Júnior disse que a companhia segue atenta a possíveis aquisições, principalmente no segmento de distribuição. Um dos alvos da CPFL para expandir nessa atividade, na qual é líder de mercado com 13,1% de participação, é a compra de cooperativas de eletrificação.

 

“Em nossas áreas de concessões, existem aproximadamente 18 cooperativas. Destas, 11 nos interessam”, revelou o executivo.

 

Os ativos de cooperativas se tornaram atraentes com a recente regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou a conferir tratamento a essas empresas semelhante às concessionárias de distribuição.

 

“As cooperativas possuem grandes desafios, por terem agora custos de referência e metas de qualidade a cumprir. Por se tratarem de empresas pequenas, possuem mais dificuldades, porque a distribuição é um negócio de escala”, explicou.

 

Outra estratégia para crescer em distribuição é a incorporação de redes particulares que estão nas áreas de concessão das distribuidoras do grupo, que estão localizadas no interior de São Paulo e no Rio Grande do Sul.

 

Segundo Ferreira Júnior, há, pelo menos, 29 mil quilômetros de redes particulares que podem ser incorporadas pela CPFL Energia.

 

Os planos de crescimento também contemplam a aquisição de grandes distribuidoras, notadamente sendo a operação de maior interesse a venda da fatia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na Brasiliana, que controla a AES Eletropaulo.

 

“Temos interesse na AES Tietê, que é um ativo excelente. Mas o ativo que nos proporcionaria mais valor é a AES Eletropaulo”, afirmou o executivo.

 

Apesar do interesse, Ferreira Júnior disse que é pouco provável que o banco estatal retome o processo de venda no curto prazo, em meio à crise internacional. “Se for vender agora, precisa ter a ciência de que venderá barato. Para o BNDES estabelecer um processo competitivo, talvez o leilão devesse ocorrer dentro de um ano ou um ano e meio”, comentou o executivo.

 

Para as empresas, o executivo afirmou que não seria interessante também que a operação ocorresse agora. “Não há ‘funding’ disponível no mercado para uma operação como essa. Para negócios desse tipo, o mercado precisa estar mais líquido”, justificou Ferreira Júnior.



Fonte: Jornal do Commercio
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