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Política Energética

CPFL diz que Belo Monte só é viável com participação estatal

11/05/2010 | 11h51

O projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, só é viável tendo uma forte participação de capital estatal, devido aos elevados riscos que o empreendimento apresenta. Esta é a opinião do presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr. A distribuidora paulista, que desistiu de participar do leilão de Belo Monte por considerar elevados os riscos, não tem interesse em entrar agora no projeto, segundo o executivo.

 


- Nós fizemos uma avaliação muito longa desse investimento tanto da parte de engenharia como junto a nossos possíveis fornecedores. E não entendemos que seria possível ter uma taxa de retorno adequada na tarifa térmica. Eu sou um gestor de recursos de acionistas, de terceiros, e não posso entrar em um negócio cuja perspectiva eu mesmo não consiga ver - afirmou Ferreira Jr.


Segundo o executivo, o consórcio Norte Energia, liderado pela estatal Chesf, vencedor do leilão não tem ainda o grupo fechado de investidores que formarão a empresa que tocará o projeto. No entanto, Ferreira Jr diz que pode ter interesse, caso o projeto da usina venha a ter uma rentabilidade adequada.


- Um empreendimento que tenha um ganho real de 8% a 8,5%, sem nenhum risco, é interessante e estarei totalmente no projeto. Mas o risco pode fazer com que o retorno desse investimento se torne na prática em rendimento de 1% ou 2%, com um volume de recursos elevados. Isso quebra a empresa - afirmou.

 


Entre os riscos, o executivo da CPFL citou o cronograma. Se o projeto atrasar, a empresa, que firmou contrato se comprometendo a vender um determinado volume de energia por um preço fixado na época do leilão, terá que encontrar energia naquele preço e, se não encontrar, isso vai representar prejuízos. Outro risco são os problemas ambientais.

 


- Uma obra desse tamanho tem que ter o governo como indutor. É um projeto de grande magnitude e o setor privado (especialmente o elétrico) é muito recente no país e, por isso, tem poucos operadores no mercado. Se não houver uma composição de capital público com o privado, fica difícil fazer a obra. Um projeto de energia precisa de vários investidores, para compartilhar o risco. Nenhum deles pode tomar esse risco sozinho, pois não é adequado - destacou.



Fonte: O Globo
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