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Etanol

Cosan vai "reestruturar" área de etanol, diz Ometto

13/10/2014 | 09h40

 

Até então relegada a segundo plano, a área de açúcar e etanol da Cosan deve voltar aos holofotes da companhia, que nos últimos anos iniciou um forte plano de diversificação dos seus negócios para energia e infraestrutura. Mais otimista com as perspectivas para etanol no Brasil, o presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, afirmou que a companhia pretende anunciar no primeiro semestre de 2015 uma "reorganização" envolvendo esse negócio.
"Acho que [vamos anunciar] no primeiro semestre do ano que vem", disse o empresário, que participou da Maratona Valor PME, promovida pelo Valor na sexta-feira, em São Paulo. Ometto disse que a companhia, cuja receita líquida alcançou R$ 30 bilhões em 2013, tem um plano para essa reorganização e que ele será "em breve" detalhado. "É um projeto que está na nossa prancheta e a criança deve nascer", afirmou ele, quando questionado sobre um possível desmembramento da área de açúcar e etanol.
Na semana passada, a Cosan concluiu a separação de sua área de logística numa nova empresa, a Cosan Logística, que abriga os ativos da controlada Rumo e deve incorporar nos próximos meses os da América Latina Logística (ALL), após o parecer final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A operação sucroalcooleira da Cosan está concentrada na Raízen, joint venture criada com a anglo-holandesa Shell. Devido aos anos consecutivos de rentabilidade baixa do negócio sucroalcooleiro - potencializado pelo controle dos preços da gasolina pelo governo -, o mercado passou a especular um possível desinteresse da Cosan por esses ativos, o que poderia resultar numa futura venda da operação para a Shell - ao permitir que a sócia exerça em 2020 a opção de compra, conforme acordo feito entre as companhias em 2010.
Ometto está, no entanto, otimista com a perspectiva de desempenho do setor de etanol nos próximos anos. Segundo ele, independente de quem for eleito para a presidência da República, já há sinalização de que "os erros que foram cometidos no passado" no controle do preço da gasolina não se repetirão.
"O etanol está amarrado à política de preços da Petrobras e a promessa dos dois candidatos são no sentido corrigir isso". De acordo com o empresário, mesmo no caso de reeleição da presidente Dilma Rousseff, muito criticada por defender esse controle nos combustíveis, as perspectivas são melhores. "As conversas têm sido na direção da alteração desse quadro".
Apesar dessa visão mais otimista, Ometto acredita que boa parte do setor sucroalcooleiro ainda vai levar alguns anos para retomar os investimentos devido ao elevado endividamento. "São poucas as empresas do setor que estão capitalizadas e com condições de retomar o crescimento". Segundo ele, a Cosan é uma delas. "Os outros vão precisar de dois ou três anos para recuperar as finanças".
O empresário afirmou que exercer controle excessivo na gestão é algo a ser evitado, tanto no setor privado quanto no público. Como um exemplo, Ometto citou a decisão que culminou no controle pela Petrobras dos preços dos combustíveis no país, em especial da gasolina. A política adotada tirou a competitividade do etanol e afundou o setor em uma crise, afirmou ele - O etanol (hidratado) tem um rendimento energético equivalente a 70% do rendimento da gasolina, por isso, seu preço ao consumidor final tem que ser inferior a 70% do preço do concorrente fóssil.
"Começamos a perceber que o negócio de açúcar e álcool estava indo para uma direção não saudável quando o governo começou a se intrometer e controlar os preços da gasolina", afirmou o empresário. Foi nesse contexto, disse, que a Cosan começou a "imaginar" como tornar mais estável. A solução encontrada foi diversificar os negócios, investindo em áreas como as de infraestrutura e gás natural. Para os próximos anos, afirmou ele, a perspectiva para o setor de etanol é melhor.

Até então relegada a segundo plano, a área de açúcar e etanol da Cosan deve voltar aos holofotes da companhia, que nos últimos anos iniciou um forte plano de diversificação dos seus negócios para energia e infraestrutura.

Mais otimista com as perspectivas para etanol no Brasil, o presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, afirmou que a companhia pretende anunciar no primeiro semestre de 2015 uma "reorganização" envolvendo esse negócio.

"Acho que [vamos anunciar] no primeiro semestre do ano que vem", disse o empresário, que participou da Maratona Valor PME, promovida pelo Valor na sexta-feira, em São Paulo. Ometto disse que a companhia, cuja receita líquida alcançou R$ 30 bilhões em 2013, tem um plano para essa reorganização e que ele será "em breve" detalhado.

"É um projeto que está na nossa prancheta e a criança deve nascer", afirmou ele, quando questionado sobre um possível desmembramento da área de açúcar e etanol.

Na semana passada, a Cosan concluiu a separação de sua área de logística numa nova empresa, a Cosan Logística, que abriga os ativos da controlada Rumo e deve incorporar nos próximos meses os da América Latina Logística (ALL), após o parecer final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A operação sucroalcooleira da Cosan está concentrada na Raízen, joint venture criada com a anglo-holandesa Shell.

Devido aos anos consecutivos de rentabilidade baixa do negócio sucroalcooleiro - potencializado pelo controle dos preços da gasolina pelo governo -, o mercado passou a especular um possível desinteresse da Cosan por esses ativos, o que poderia resultar numa futura venda da operação para a Shell - ao permitir que a sócia exerça em 2020 a opção de compra, conforme acordo feito entre as companhias em 2010.

Ometto está, no entanto, otimista com a perspectiva de desempenho do setor de etanol nos próximos anos.

Segundo ele, independente de quem for eleito para a presidência da República, já há sinalização de que "os erros que foram cometidos no passado" no controle do preço da gasolina não se repetirão.

"O etanol está amarrado à política de preços da Petrobras e a promessa dos dois candidatos são no sentido corrigir isso". De acordo com o empresário, mesmo no caso de reeleição da presidente Dilma Rousseff, muito criticada por defender esse controle nos combustíveis, as perspectivas são melhores. "As conversas têm sido na direção da alteração desse quadro".

Apesar dessa visão mais otimista, Ometto acredita que boa parte do setor sucroalcooleiro ainda vai levar alguns anos para retomar os investimentos devido ao elevado endividamento. "São poucas as empresas do setor que estão capitalizadas e com condições de retomar o crescimento". Segundo ele, a Cosan é uma delas. "Os outros vão precisar de dois ou três anos para recuperar as finanças".

O empresário afirmou que exercer controle excessivo na gestão é algo a ser evitado, tanto no setor privado quanto no público. Como um exemplo, Ometto citou a decisão que culminou no controle pela Petrobras dos preços dos combustíveis no país, em especial da gasolina.

A política adotada tirou a competitividade do etanol e afundou o setor em uma crise, afirmou ele - O etanol (hidratado) tem um rendimento energético equivalente a 70% do rendimento da gasolina, por isso, seu preço ao consumidor final tem que ser inferior a 70% do preço do concorrente fóssil.

"Começamos a perceber que o negócio de açúcar e álcool estava indo para uma direção não saudável quando o governo começou a se intrometer e controlar os preços da gasolina", afirmou o empresário. Foi nesse contexto, disse, que a Cosan começou a "imaginar" como tornar mais estável. A solução encontrada foi diversificar os negócios, investindo em áreas como as de infraestrutura e gás natural.

Para os próximos anos, afirmou ele, a perspectiva para o setor de etanol é melhor.

 



Fonte: Valor Online
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