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Contenção

Corte pode atingir refinarias

19/05/2011 | 10h02
A refinaria Premium II, a ser construída pela Petrobras no Pecém, pode ter seu projeto adiado, segundo avaliam analistas de mercado. O Conselho de Administração da Petrobras exigiu que a empresa revise seu Plano de Negócios para o período 2011-2015 e corte cerca de US$ 35 bilhões em investimentos, segundo fontes da estatal. O pedido foi feito na última sexta-feira, em reunião do Conselho em São Paulo e foi acompanhado de orientações expressas por parte do governo federal para que a companhia não aumente os preços da gasolina e do diesel. O objetivo é conter a escalada da inflação.


Segundo dizem especialistas, há grandes projetos de refino ainda em fases iniciais, que seriam mais facilmente postergados. Casos das refinarias Premium I e Premium II, que serão erguidas no Maranhão e no Ceará. No Plano de Negócios atual elas entrariam em operação em 2014 e 2017, respectivamente.


A Refinaria Abreu Lima (PE), que seria construída em parceria com a venezuelana PDVSA, também poderia sofrer algum corte, apesar de a previsão de inauguração (2013) estar mais próxima que as demais.


"O pré-sal é uma prioridade e vai exigir grandes investimentos. Não acredito que um eventual corte atinja projetos relacionados a ele. Biocombustíveis e investimentos na melhora de qualidade do diesel também devem ser mantidos. Os projetos de grandes refinarias seriam os mais prováveis a receber os cortes", avalia Nelson Rodrigues de Matos, analista do Banco do Brasil. As vendas da gasolina e do diesel representam cerca de 60% da receita da Petrobras. Sem poder reajustá-los, a empresa terá menos recursos disponíveis para realizar seus investimentos. Daí a necessidade do corte. Na avaliação de analistas, o pedido do Conselho, no qual o governo tem cadeira, também teria o objetivo de contribuir para o ajuste fiscal.


Na reunião de sexta-feira, a Petrobras apresentou sua proposta para o novo Plano de Negócios, da ordem de US$ 260 bi, e esperava que ela fosse aprovada na ocasião. O montante proposto representaria aumento de 16% em relação ao plano de investimentos anunciado no ano passado e válido para o período 2010-2014 (US$ 224 bi). Com o corte, de 13,5% do total, o novo plano praticamente manteria os valores atuais.


Em teleconferência com analistas na última terça-feira, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, admitiu a possibilidade de cortes.


"O Conselho nos deu várias demandas para examinar, e uma delas diz respeito à redução de investimentos. Mas são análises apenas a serem apresentadas", explicou Barbassa. "Isso só vai ser divulgado ao fim do processo de estudos. O Conselho pediu que fizéssemos avaliações, estudos de sensibilidade diversos sobre o plano que estamos formatando para o período de 2011 a 2015".


Com base na determinação do governo federal, cada diretoria está avaliando as possibilidades de corte. Os analistas de mercado que acompanham a Petrobras são unânimes em afirmar que a área de refino será a mais atingida. Ela tem margens de lucro mais apertadas que a área de Exploração e Produção (E&P). No Plano de Negócios (2010-2014), os recursos para refino somam R$ 73,6 bi ou 33% do total. Para o E&P estão previstos R$ 118,8 bi (53%).


MENOS AGRESSIVO

Mantega quer programa de investimentos "realista´´


Rio O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ontem em Londres que o ministro Guido Mantega (Fazenda) pediu à Petrobras para preparar um plano de investimentos "mais realista, menos agressivo, sem excessos´´ e com foco "na eficiência´´. Mantega preside o conselho de administração da Petrobras, do qual Coutinho é membro. Coutinho disse que o plano da estatal é "ambicioso´´ e difícil de ser implementado. "Nós colocamos pressão para a gestão ser muito eficiente, porque se você não for eficiente em utilizar o Capex , a taxa de retorno em muitos projetos vai cair.´´


O governo teme que a estatal acelere muito os investimentos e dinamize, com isso, a economia em tempos de recrudescimento da inflação e num cenário de demanda ainda aquecida. É que o peso dos investimentos da Petrobras é muito grande na economia.


Fonte: Diário do Nordeste
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