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Energia elétrica

Copel vai trocar turbinas da térmica de Araucária

26/01/2005 | 00h00

Muitas contas terão de ser feitas antes da Copel assumir o controle da usina termelétrica de Araucária. Essa é a avaliação do diretor de finanças da Copel, Rubens Ghilardi, que em fevereiro assumirá a presidência da companhia. A usina tem como sócia a El Paso e a Petrobras. Além dos valores envolvidos no negócio, a comissão tripartite que está sendo criada para discutir a proposta feita na segunda-feira pelo governador Roberto Requião terá de encontrar soluções para questões técnicas. "Ainda não foi feita avaliação de quanto teria de ser investido para fazer a usina funcionar", disse.
A UEG Araucária foi inaugurada em setembro de 2002, mas nunca operou. A direção da Copel diz que ela não possui ciclagem compatível com o sistema elétrico brasileiro, porque tem níveis de oscilação menores. "Se fosse colocada em funcionamento, ela poderia não só derrubar o sistema nacional, mas também explodir", explicou o executivo. A capacidade instalada da usina é de 469 megawatts.
Uma das sugestões técnicas analisadas foi a de confinamento da oferta de energia a uma área restrita, no caso a Região Metropolitana de Curitiba. Não é o que está sendo estudado no momento, conforme Requião, que pretende oferecer energia da usina no leilão marcado para março, para fornecimento em 2008 e 2009. Segundo o governador, o problema precisa ser resolvido com a reciclagem ou troca das turbinas. "Se não resolvêssemos o problema agora, a questão ficaria na Justiça, o que poderia demorar décadas", explicou Requião, por meio da assessoria de imprensa.
Ontem o governador negou-se a responder se houve alteração nos planos divulgados pelo presidente demissionário da Copel, Paulo Pimentel, que acreditava na possibilidade de venda dos 20% de participação da companhia para a Petrobras, dona de outros 20% - a El Paso tem 60%. Pela proposta atual, a Copel ficaria com 51% das ações.
A briga é antiga. Por força de contrato, a Copel estava pagando pelo gás que não era usado para abastecer a usina. Em maio de 2003 Requião mandou suspender o pagamento. Com isso a El Paso iniciou o processo de arbitragem em Paris e a Copel entrou na Justiça brasileira. Requião mandou montar um dossiê sobre o caso e deixou as informações disponíveis no site do governo. "As sócias têm interesse em resolver o impasse jurídico", afirmou Ghilardi.
A dificuldade para o acerto entre as sócias estava em definir os valores envolvidos no negócio. Ghilardi disse que a El Paso investiu US$ 180 milhões na usina, sendo parte disso aplicado em uma unidade de processamento de gás que não será usada e que custou US$ 45 milhões. Pelas contas de Requião, a empresa americana teria aplicado US$ 120 milhões. Segundo Ghilardi, mais importante do que o valor investido é saber quanto a UEG valerá quando funcionar.



Fonte: Valor Econômico
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