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Hidrelétrica

Copel assina contrato de concessão para construir e operar a usina Colíder

18/01/2011 | 09h57
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão e diretores da Copel assinaram no final da tarde de ontem (17), em Brasília, o contrato de concessão da futura Usina Hidrelétrica Colíder. A obra será construída pela empresa paranaense no norte do Mato Grosso, a 700 quilômetros de Cuiabá, no curso do rio Teles Pires. Firmaram o contrato pela Copel os diretores Jorge Andriguetto Junior, de Engenharia, e Jaime de Oliveira Kuhn, de Geração e Transmissão de Energia e de Telecomunicações.
 

O contrato assegura à Copel o direito de operar a hidrelétrica e comercializar a energia nela produzida pelo prazo de 30 anos. A concessão foi arrematada no leilão de energia nova promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 30 de julho de 2010.
 

A obtenção da concessão da Usina Colíder só foi possível porque a Copel se comprometeu a implantar o empreendimento e a vender a energia gerada pelo menor preço dentre todos os concorrentes que participaram do certame. Na ocasião, foi realizada a venda de 70% da eletricidade a ser gerada na nova hidrelétrica ao ambiente regulado, para suprir a demanda das concessionárias de distribuição a partir de 2015. Essa energia foi comprada por 27 distribuidoras de diferentes estados, ao preço de R$ 103,40 o megawatt-hora. O restante da produção poderá ser negociado pela Copel no mercado livre, por meio de contratos bilaterais.
 

Para o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, construir uma hidrelétrica como a de Colíder, uma obra de porte num ponto distante do Paraná, será um desafio estimulante para a empresa. “É uma oportunidade de colocarmos à prova a reconhecida condição de excelência dos quadros técnicos da Companhia, que no passado comprovaram seu talento e competência erguendo, com arrojo e ousadia, as maravilhosas hidrelétricas de que dispomos”, afirmou. “Com essa nova obra, iniciamos o trabalho de restituir à Copel o brilho e a grandiosidade que ela já teve como empresa de referência no setor elétrico brasileiro e motivo de orgulho para todos os paranaenses, como é desejo e a orientação do governador Beto Richa”.
 

LEVANTAMENTOS - As primeiras ações destinadas à construção da Usina Colíder já estão sendo desenvolvidas pela Copel e consistem em mapeamentos topográficos, demarcações de áreas, pesquisas e levantamentos ambientais, censo socioeconômico da população estabelecida na região de influência e inventário florestal, além de investigações geológicas e projetos de engenharia. As informações já produzidas pela Copel foram essenciais para instruir o pedido de Licença de Instalação da hidrelétrica, documento que foi obtido junto à Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso no final de dezembro e que permitirá o efetivo início das obras nas próximas semanas, com a instalação do canteiro e mobilização dos empreiteiros.
 

Por ser uma obra incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, a Copel já obteve excepcionalização junto ao Conselho Monetário Nacional a fim de tornar o empreendimento de Colíder elegível para a obtenção de financiamentos. Com isso, também em dezembro a empresa deu início às negociações junto ao BNDES para captar recursos que serão empregados nesse projeto, que é de grande importância para o país.
 

COLÍDER - A Usina Colíder será o primeiro de quatro aproveitamentos hidrelétricos previstos para serem executados no curso do rio Teles Pires, no norte do Mato Grosso. Esse rio integra a bacia do Tapajós, um dos principais afluentes do rio Amazonas e, no seu trecho final, marca o limite entre os estados do Mato Grosso e Pará. Além desses quatro empreendimentos, existem mais oito aproveitamentos de grande porte inventariados na bacia do Tapajós previstos para serem leiloados nos próximos anos. Ademais, há outros rios da mesma bacia que estão em fase de estudos de inventário e poderão ser viabilizados nos próximos anos.
 

Com seus 300 megawatts de potência instalada, a Usina Colíder poderá gerar energia elétrica suficiente para atender ao consumo de uma cidade com 850 mil habitantes, ou o equivalente a metade da cidade de Curitiba. Seu sistema de transmissão, formado por uma subestação e uma linha de transmissão com 130 quilômetros de extensão, ambas na classe de tensão de 500 mil volts, também será construído e operado pela Copel. Segundo dados levantados pelo EIA/Rima, estima-se que a obra deva gerar cerca de 2,7 mil empregos diretos.


Fonte: Agência Estadual de Notícias
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