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Etanol

Copagaz vai estrear no setor de álcool

25/08/2006 | 00h00

A Copagaz, dona de 8% do mercado nacional de gás de cozinha, planeja investir R$ 150 milhões em uma usina de álcool em Campo Grande (MS). O empreendimento, que começa a ser construído em 2007, terá capacidade para produzir 200 milhões de litros por ano.

O projeto marca a entrada do empresário Ueze Zahram - controlador de um grupo que possui ainda retransmissoras de TV e que fatura R$ 1,2 bilhão - em um dos mercados mais promissores do país. Com produção anual de 17 bilhões de litros, o setor de álcool e açúcar fatura R$ 34 bilhões.

O empresário Ueze Elias Zahran, dono da distribuidora de botijões de gás de cozinha Copagaz e de retransmissoras de televisão no Estado do Mato Grosso do Sul, vai investir no setor sucroalcooleiro. A idéia de Zahran, que fatura R$ 1,2 bilhão ao ano com suas empresas, é desembolsar ao redor de R$ 150 milhões para construir uma usina de álcool em Mato Grosso do Sul.

O novo negócio ainda está no seu período de formatação, e a expectativa é que o desenho operacional esteja pronto até o fim de 2006. Contudo, Zahran adiantou ao Valor que o empreendimento foi projetado para produzir em torno de 200 milhões de litros de álcool por safra.

"Quero investir em cana porque, além de ser uma importante fonte de energia no futuro, desejo diversificar os negócios", afirma Zahran. "Mas isso não significa que venderei a Copagaz." A frase do empresário vem à tona para rebater os rumores recorrentes de mercado de que a sua companhia, com 8% de participação no segmento de gás de cozinha, seja alvo de aquisição. Até porque, nos últimos dois anos, houve importantes mudanças no setor, com a saída e a entrada de novos competidores.

O empresário pretende construir a usina em uma área de seu haras, localizado em Campo Grande (MS). Dos 1,2 mil hectares do haras, o empreendimento poderia ocupar uma área de 200 hectares. A construção da usina deverá ser executada pela Dedini, uma indústria de base, sediada em Piracicaba (SP) e que desenvolve plantas de açúcar e álcool desde 1920.

Mas se o empreendimento será erguido em parte de uma de suas propriedades, a cana-de-açúcar para moagem deve ser adquirida de produtores da região no modelo de arrendamento. "Como o preço do álcool subiu no Brasil, é possível comprar a cana em um raio de até 40 quilômetros de distância da usina, que ainda assim será rentável", afirma.

Natural do Mato Grosso do Sul, Zahran conta que não foram apenas os laços com a terra natal que motivaram sua escolha pelo Estado. Segundo o empresário, as análises preliminares têm demonstrado que a combinação entre sol e terra na região permitirá ao empreendimento produção superior ao registrado no Nordeste - de 60 toneladas por hectare - e muito próxima do índice de 80 toneladas por hectare, verificado no centro-sul do país.

Para fazer o projeto decolar da prancheta, Zahran pretende usar 30% do capital próprio no novo negócio. O restante deverá ser financiado por algum banco, cujas conversas já foram iniciadas.

A decisão de investir em álcool coloca o grupo Zahran em um dos mais promissores setores do Brasil. Nesta safra, a 2006/07, a produção de álcool deve subir 5,1% para cerca de 17 bilhões de litros. Em receita, o incremento é ainda maior: alta de 10% sobre os R$ 30,9 bilhões de 2005.

Além de investir no etanol - que vem sendo a vedete do momento - o empresário também estuda a possibilidade de estrear no setor de geração elétrica. Neste caso, a porta de entrada seria projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), cujo menor projeto pode gerar somente 0,2 MW energia suficiente para alimentar de eletricidade um empreendimento comercial.



Fonte: Valor Econômico
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