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Evento

Cooperação entre universidade e indústria

30/09/2013 | 09h36

 

A cooperação em pesquisa entre universidade e indústria foi o tema do painel de abertura do último dia da Fapesp Week em Londres, na sexta-feira (27), sob a presidência do físico Marcelo Knobel, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coordenador científico do evento na capital britânica.
Nas apresentações dos expositores ficou claro como essa relação é antiga, enraizada e produtiva em países como o Reino Unido e como no Brasil só recentemente ela começou a atingir estágios de maior maturidade.
Simon Campbell, ex-presidente da Royal Society of Chemistry, falou sobre como a Royal Society, da qual faz parte, “uma entidade essencialmente acadêmica”, tem a colaboração com o setor empresarial como uma de suas ações estratégicas já há vários séculos, desde, por exemplo, James Watt, que em 1769 patenteou o motor a vapor.
O plano estratégico da Royal Society para 2012-2017 enfatiza o princípio de que muito da pesquisa científica inovadora ocorre na indústria, assegura que tanto o setor empresarial como o público tenham participação ativa na entidade, encoraja o trabalho científico translacional e prioriza a comunicação da ciência para a sociedade.
Entre as várias atividades da Royal Society para estimular a relação da academia com o mundo privado está um evento anual, “Labs to Riches”, em que se concede o prêmio Brian Mercer de Inovação para promover ideias em pesquisa científica que possam ser exploradas empresarialmente por meio de investimentos de “venture capital”.
A Royal Society mantém ainda programas para que cientistas de universidades possam trabalhar em projetos de pesquisa em empresas por períodos entre seis meses e um ano e vice-versa, de financiamento para startups, e de estágios curtos de cientistas em repartições do serviço público e no Parlamento. Oferece ainda cursos de curta duração sobre inovação e negócios, tudo com o intuito de “construir pontes” entre a ciência e a sociedade, segundo Campbell.
Tony Hey, vice-presidente da Microsoft Research Connections, foi o segundo orador da sessão. Ele deu grande destaque à cooperação que a sua empresa mantém com a Fapesp desde 2006, com 20 projetos de pesquisa já aprovados no período, com ênfase em temas ambientais desde 2011.
A colaboração com a Fapesp, disse Hey, é das mais importantes para a Microsoft e tem servido de exemplo de um dos cinco modelos de cooperação com o mundo acadêmico no campo da ciência que a empresa adota, que são: financiamento simples e direto (para ajudar a semear pesquisa especulativa), consórcios (como os que mantém com o Media Lab do Massachusetts Institute of Technology e o Centro de Ciência Urbana, da New York University), grandes projetos de pesquisa (como o do genoma da cana-de-açúcar que apoia em parceria com a Fapesp), centros de pesquisa (como os das universidades de Berkeley e Illinois) e workshops conjuntos (que funcionam como precursores de projetos maiores).
Sérgio Queiroz, coordenador da área de pesquisa para inovação da Fapesp, relatou os programas da Fundação para esse tipo de atividade, em especial o Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e o Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).
Queiroz realçou que a maioria das instituições acadêmicas brasileiras é relativamente nova e afirmou que a cooperação entre universidade e indústria no país como um todo melhorou nos últimos anos. “Nós estamos evoluindo para um relacionamento mais maduro no Brasil”.
David Jones, diretor de tecnologia do BG Group, encerrou o painel. Ele disse que, entre os objetivos principais da atuação de sua empresa no Brasil, estão o de construir infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento e ajudar a aumentar a capacidade acadêmica nacional. Mencionou ainda o acordo entre a BG Brasil - membro do BG Group - e a Fapesp assinado na abertura do evento.
Segundo Jones, fatores importantes para o sucesso na cooperação entre universidade e indústria são: a existência de conexão real entre a pesquisa e a estratégia de negócios da empresa, o compromisso com projetos de longo prazo e o alinhamento e a convergência de perspectivas institucionais entre os parceiros.

A cooperação em pesquisa entre universidade e indústria foi o tema do painel de abertura do último dia da Fapesp Week em Londres, na sexta-feira (27), sob a presidência do físico Marcelo Knobel, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coordenador científico do evento na capital britânica.


Nas apresentações dos expositores ficou claro como essa relação é antiga, enraizada e produtiva em países como o Reino Unido e como no Brasil só recentemente ela começou a atingir estágios de maior maturidade.


Simon Campbell, ex-presidente da Royal Society of Chemistry, falou sobre como a Royal Society, da qual faz parte, “uma entidade essencialmente acadêmica”, tem a colaboração com o setor empresarial como uma de suas ações estratégicas já há vários séculos, desde, por exemplo, James Watt, que em 1769 patenteou o motor a vapor.


O plano estratégico da Royal Society para 2012-2017 enfatiza o princípio de que muito da pesquisa científica inovadora ocorre na indústria, assegura que tanto o setor empresarial como o público tenham participação ativa na entidade, encoraja o trabalho científico translacional e prioriza a comunicação da ciência para a sociedade.


Entre as várias atividades da Royal Society para estimular a relação da academia com o mundo privado está um evento anual, “Labs to Riches”, em que se concede o prêmio Brian Mercer de Inovação para promover ideias em pesquisa científica que possam ser exploradas empresarialmente por meio de investimentos de “venture capital”.


A Royal Society mantém ainda programas para que cientistas de universidades possam trabalhar em projetos de pesquisa em empresas por períodos entre seis meses e um ano e vice-versa, de financiamento para startups, e de estágios curtos de cientistas em repartições do serviço público e no Parlamento. Oferece ainda cursos de curta duração sobre inovação e negócios, tudo com o intuito de “construir pontes” entre a ciência e a sociedade, segundo Campbell.


Tony Hey, vice-presidente da Microsoft Research Connections, foi o segundo orador da sessão. Ele deu grande destaque à cooperação que a sua empresa mantém com a Fapesp desde 2006, com 20 projetos de pesquisa já aprovados no período, com ênfase em temas ambientais desde 2011.


A colaboração com a Fapesp, disse Hey, é das mais importantes para a Microsoft e tem servido de exemplo de um dos cinco modelos de cooperação com o mundo acadêmico no campo da ciência que a empresa adota, que são: financiamento simples e direto (para ajudar a semear pesquisa especulativa), consórcios (como os que mantém com o Media Lab do Massachusetts Institute of Technology e o Centro de Ciência Urbana, da New York University), grandes projetos de pesquisa (como o do genoma da cana-de-açúcar que apoia em parceria com a Fapesp), centros de pesquisa (como os das universidades de Berkeley e Illinois) e workshops conjuntos (que funcionam como precursores de projetos maiores).


Sérgio Queiroz, coordenador da área de pesquisa para inovação da Fapesp, relatou os programas da Fundação para esse tipo de atividade, em especial o Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e o Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).


Queiroz realçou que a maioria das instituições acadêmicas brasileiras é relativamente nova e afirmou que a cooperação entre universidade e indústria no país como um todo melhorou nos últimos anos. “Nós estamos evoluindo para um relacionamento mais maduro no Brasil”.


David Jones, diretor de tecnologia do BG Group, encerrou o painel. Ele disse que, entre os objetivos principais da atuação de sua empresa no Brasil, estão o de construir infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento e ajudar a aumentar a capacidade acadêmica nacional. Mencionou ainda o acordo entre a BG Brasil - membro do BG Group - e a Fapesp assinado na abertura do evento.


Segundo Jones, fatores importantes para o sucesso na cooperação entre universidade e indústria são: a existência de conexão real entre a pesquisa e a estratégia de negócios da empresa, o compromisso com projetos de longo prazo e o alinhamento e a convergência de perspectivas institucionais entre os parceiros.

 



Fonte: Agência Fapesp
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