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Tecnologia e Inovação

Cooperação com a Alemanha beneficia ambiente de inovação brasileiro

25/03/2011 | 16h01
A produção científica brasileira cresce num ritmo acima da média mundial. Porém, o Brasil precisa aprimorar a transferência desse conhecimento para a indústria. A declaração foi feita pelo secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ronaldo Mota, nesta sexta-feira (25), durante o 1º Laboratório de Aprendizagem em Inovação Brasil-Alemanha, promovido em São Paulo pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

 

O diretor da ABDI, Clayton Campanhola, destaca que uma das prioridades é fortalecer a cadeia de fornecedores da indústria brasileira para gerar ganhos de competitividade ao País. “Temos muito que aprender com os alemães e suas experiências de sucesso. Nossa proposta é trazermos esses exemplos para consolidar os elos de nossas cadeias produtivas, sendo fundamentais as parcerias estratégicas em tecnologia e inovação”, afirma.  

 

O diretor de Inovação da Siemens no Brasil, Ronald Martin Dausha, analisa que o País registra números cada vez mais significativos de formação de pesquisadores e instalação de incubadoras, além de uma política industrial focada em inovação. “Tudo isso favorece a ampliação de P&D de empresas estrangeiras no Brasil. A Siemens, por exemplo, está estudando a instalação do seu sétimo centro de P&D no País, além da ampliação do número de fábricas”, conta. Dausha destaca ainda a importância da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), iniciativa que conta com esforços das iniciativas pública e privada para ampliação da inovação no Brasil.

 

Para a diretora do Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas Brasileiras (PAIIPME), Patrícia Vicentini, o 1º Laboratório de Aprendizagem em Inovação Brasil-Alemanha é uma grande oportunidade para a troca de informações sobre a construção da rede de inovação dos dois países.

 

“O Instituto Fraunhofer, por exemplo, faz na Alemanha a conexão entre as grandes empresas e sua rede de fornecedores, promovendo inovação e extensão tecnológica. Neste evento, estamos tendo a oportunidade de conhecer aspectos muito interessantes dessa rede, como a questão da metrologia. Não faz sentido investirmos em inovação se não tivermos uma estrutura metrológica de excelência”, diz.

 

O PAIIPME também é uma iniciativa que contribui para o aprimoramento do ambiente de inovação no Brasil. O projeto, que é cofinanciado por Brasil e União Europeia e executado pela ABDI, promove o diálogo de diversos setores brasileiros e europeus – como os de cosméticos, alimentos, medicamentos, petróleo e energias renováveis – visando a internacionalização de PME brasileiras. Com um orçamento de €  44 milhões, já beneficiou mais de 2.500 empresas, boa parte fornecedoras do setor de petróleo e gás.         

 

Cenário

Na avaliação de Ronaldo Mota, a instalação do sistema de C&T brasileiro é muito recente em comparação com a experiência alemã. “Há 50 anos, nossas atividades em pesquisa eram limitadas e isoladas. Com a criação da Capes e do CNPq, iniciou-se um novo ciclo de pesquisa no Brasil. Hoje, nossa produção científica é intensa. Porém, a ampliação do registro de patentes e a aproximação entre academia e indústria ainda são desafios”, conta.

 

De acordo com Mota, com a melhoria do ambiente de inovação brasileiro, já é possível atrair o P&D de empresas estrangeiras para o País. Ele ressalta, no entanto, que além de atrair investimentos estrangeiros é fundamental que empresas nacionais sejam parceiras das ações de P&D de multinacionais no Brasil e que as pesquisas desenvolvidas no País sejam registradas aqui.       

 

O representante do Instituto Fraunhofer Bertand Heinze lembra que este Laboratório de Aprendizagem em Inovação faz parte das atividades do Ano Brasil-Alemanha da Ciência, Tecnologia e Inovação 2010-2011. “Nossa expectativa é criar uma infraestrutura favorável para que instituições de pesquisa alemãs instalem escritórios próprios no Brasil e, assim, façam uma conexão direta com o mercado”, explica.

 

O evento conta com o apoio do Instituto Fraunhofer, dos ministérios das Relações Exteriores (MRE), da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), além do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha e da Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha.


Fonte: Redação
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