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Energia elétrica

Consumo na indústria já supera o pré-racionamento

13/10/2004 | 00h00

O crescimento da indústria em 2004 está ocorrendo com forte aumento do consumo de energia. Ao mesmo tempo em que os dados mostram ganhos de produtividade energética, o consumo de energia na indústria começa a superar os níveis anteriores ao racionamento de 2001, indicando uma situação de maior desconforto dada à lentidão no aumento da oferta deste insumo.
Em Estados com importantes pólos industriais - como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul - o consumo de energia elétrica cresceu, até meados do ano, a um ritmo inferior ou próximo ao da produção. Em São Paulo, as vendas de energia para a indústria no período janeiro a julho acumulam um crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A produção da indústria paulista, na mesma comparação, subiu 11,2%. Em Santa Catarina, o consumo de energia pela indústria subiu 6,2% até agosto para uma produção industrial 9,9% maior até julho.
Apesar dos sinais de ganho de eficiência no curto prazo, os comparativos de mais longo prazo mostram uma aceleração da demanda. Até agosto, o consumo de energia pela indústria paulista somou 29.448 gigawatts hora (GWh). No mesmo período de 2000 - último recordo e ano anterior ao racionamento - o consumo foi de 27.678 GWh, indicando um aumento de 6,4% desde aquele ano. Em agosto, o consumo de energia pela indústria acelerou em São Paulo e subiu 11% em relação agosto de 2003. O dado de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para agosto ainda não está disponível. A indústria é responsável por 45,5% da demanda total de energia do Estado de São Paulo
O consumo de energia pelas indústrias instaladas no norte e nordeste do Rio Grande do Sul, onde se concentram os principais pólos metal-mecânicos do Estado, vem registrando alta consistente desde o início do ano e também já alcança os níveis pré-racionamento de 2001. A constatação é do diretor presidente da Rio Grande Energia (RGE), Sidney Simonaggio. A distribuidora atende os 254 municípios das duas regiões e 1,06 milhão de consumidores, incluindo residenciais, industriais, comerciais e serviços, rurais e setor público.
No acumulado do primeiro semestre, o consumo industrial subiu 8,6% em comparação com igual período do ano passado, explica o executivo da empresa gaúcha. A taxa avançou 7,5% no primeiro trimestre, 11% no segundo e vem mantendo o mesmo patamar de crescimento nos meses subseqüentes, adianta. Embora represente menos de 3% da base de clientes da RGE, com 30 mil unidades consumidoras, a indústria responde individualmente pela maior parte (42,5%) da demanda suprida pela distribuidora, que totalizou 3,1 mil gigawatts hora (GWh) no semestre.
Outra vantagem, conforme o executivo, é que a expansão está ocorrendo agora de forma mais generalizada. Até o primeiro semestre, o consumo industrial estava sendo puxado pelas exportadoras, enquanto as pequenas e médias empresas, voltadas ao mercado interno, corriam atrás. No segundo trimestre, este segmento cresceu apenas 4,9%.
No total, o consumo de energia na área de concessão da RGE aumentou 5,9% no semestre. A média foi puxada para baixo pelos segmentos residencial, que permaneceu praticamente estagnado, com oscilação positiva de 0,3%, e comercial, que avançou 4%, menos da metade do desempenho da indústria. Conforme Simonaggio, esses dois setores vêm atrás do industrial e só darão saltos mais significativos a partir da expansão da renda interna, o que depende de uma taxa geral de investimentos mais elevada na economia.
A venda total de energia pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) aumentou 4,3% no acumulado de janeiro a agosto deste ano em relação a 2003. O desempenho foi puxado pelo crescimento do consumo do setor industrial. Responsável por uma participação de 46%, seu incremento foi de 6,2% nos oito primeiros meses do ano.
De acordo com o chefe do departamento de comercialização, mercado e tarifas da Celesc, José Luiz Cavichioli, os segmentos de fabricação de artigos de borracha, metalúrgica básica e fabricação de máquinas puxaram o desempenho, com altas de 11,7%, 10,7% e 6,8%, respectivamente. "São todos setores relacionados à exportação. E acredito que o cenário continuará positivo neste sentido, levando ao crescimento do consumo também nos próximos meses", afirma.
Em junho, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vendeu 1.918 gigawatts hora (GWh) para o setor industrial, que representa cerca de 61% de seu mercado Segundo o presidente do conselho de administração da companhia, Wilson Brumer, foi a primeira vez que o consumo superou os níveis anteriores ao racionamento de energia. Em junho de 2001, as vendas somaram 2.799 GWh.
O crescimento das vendas para as indústrias foi fundamental para o resultado, de acordo com informações da estatal energética. No acumulado até junho, o consumo industrial na área atendida pela Cemig cresceu 5,9%, superando o crescimento da produção industrial no mesmo período, que ficou em 2,5%.
A Cemig não ainda não divulgou os indicadores de crescimento de julho, agosto e setembro. Entre abril e junho de 2004, suas vendas superaram em 4,7% o consumo do mesmo período de 2003. O setor industrial foi o que mais cresceu: 7,1% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Entre abril e junho foram comercializados para as indústrias mineiras 5600 GWh.
Foram vendidos ainda 521 GWh para o setor residencial, 273 GWh para o comercial e 176 GWh para o rural, num total de 2.888 GWh. No segmento comercial, o consumo subiu 2,8% na comparação dos dois períodos. Consumidores residenciais e rurais, no entanto, reduziram o consumo. As vendas para residências caíram 0,8% em relação ao segundo trimestre de 2003. Para rurais, a queda foi de 0,2%.



Fonte: Valor Econômico
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