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Biocombustíveis

Consumo firme sustenta preços do etanol

14/02/2011 | 10h02
Depois de um consumo maior do que o esperado em janeiro, o etanol iniciou fevereiro em alta no mercado doméstico. Na sexta-feira da semana passada, o litro do hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos) posto em Paulínia, no interior de São Paulo, atingiu R$ 1,22, 5,2% mais que no começou do mês, de acordo com o indicador diário Esalq/BM&F.
 

"Essa elevação mostra que há possibilidade de os estoques estarem menos confortáveis do que se imaginava. Agora a atenção está voltada para quando será o início da nova safra e quanto do caldo da cana será direcionada para o açúcar logo no começo", afirma Alísio Mendes Vaz, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), cujas associadas representam 60% das vendas de etanol no país.
 

Em janeiro, as distribuidoras associadas à entidade venderam 685 milhões de litros de etanol hidratado, 22,4% menos do que em dezembro de 2010. Entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010, porém, a retração bem maior, de 39,7%.
 

Nas usinas da região Centro-Sul, as vendas totais de etanol, destinadas à produção de combustíveis ou para a indústria química, também retrocederam menos que o esperado. Foram comercializados pela indústria 1,89 bilhão de litros em janeiro, 14,76% menos que em dezembro.
 

Considerando-se apenas o volume de etanol hidratado, a queda foi de 20%, segundo o diretor-técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antônio de Pádua Rodrigues. "Esperávamos uma retração maior. O consumidor não reagiu ao preço alto. Mas o mercado ainda vai se ajustar", acredita o executivo.
 

Em janeiro deste ano, nas usinas os preços do etanol hidratado foram mais baixos que os do mesmo mês de 2010. No entanto, dizem especialistas, a expectativa de queda mais acentuada no consumo já considerava esse fator.
 

Entre o início e o fim de janeiro do ano passado, os preços do etanol hidratado nas usinas paulistas variaram entre R$ 1,16 e R$ 1,19, segundo o Cepea/Esalq. Em janeiro deste ano, esses preços ficaram estáveis em R$ 1,11, ou seja, entre 4,3% e 6,7% menores.
 

Já nos postos de combustíveis de São Paulo, maior Estado consumidor do país, o preço médio do litro em janeiro deste ano foi de R$ 1,733, 4% menor do que os R$ 1,807 de igual mês de 2010, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
 

Alísio Mendes Vaz, do Sindicom, não tem uma posição conclusiva sobre qual seria em janeiro deste ano a demanda compatível com os preços do etanol nos postos - que, apesar de terem sido no mês passado mais baixos do que em janeiro de 2010, não estão competitivos em relação à gasolina na maior parte do país.
 

É difícil comparar os dois anos, diz ele. Isso porque em 2009 os níveis de consumo foram muito altos, recordes, devido aos preços baixos do etanol ao consumidor. "Por isso, em janeiro de 2010, quando os preços reagiram fortemente, o comportamento do consumidor foi mais brusco", diz Vaz.
 

Traders de etanol do mercado já começam também a se preocupar com o atendimento da demanda por etanol do Nordeste. "Há indicativos de que eles podem precisar de etanol do Centro-Sul antes de maio, quando normalmente demandam", afirma uma fonte.
 

Renato Cunha, presidente do Sindicato do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar) de Pernambuco, diz que a produção de etanol da região nesta safra será praticamente igual à da temporada anterior, da ordem de 2,3 bilhões de litros, mas com um consumo um pouco maior, na casa de 2,9 bilhões de litros. "Os estoques do Nordeste deverão ser suficientes para atender o consumo até o fim de abril".


Fonte: Valor Econômico
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