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Energia

Consumo e segurança explicam uso de térmicas

25/02/2010 | 10h04

O consumo de energia bateu recorde em janeiro, puxado pela recuperação da economia e pelo forte calor, que fez aumentar a demanda das residências e do comércio, especialmente pelo uso de ar-condicionado. Em janeiro, a carga foi de 33.718 gigawatts-hora (GWh, indicando um crescimento do consumo de 9,1% em relação ao mesmo mês de 2009.

 

Além do crescimento do consumo industrial, que reflete a recuperação econômica, em janeiro destacou-se também o elevado avanço nos níveis de consumo das residências e do comércio. Esse maior consumo foi reflexo das altas temperaturas no Sudeste e no Sul, que levam a um uso maior de sistemas de refrigeração. Em relação a janeiro de 2009, o clima ficou mais quente em todas as capitais dos Estados das duas regiões, com diferença que superou 2 no Rio de Janeiro, Vitória e Curitiba, diz o relatório da EPE.

 

O aumento no consumo foi uma das causas do maior uso de termelétricas, uma energia mais cara e mais poluente. O uso destas usinas foi intensificado desde novembro do ano passado para reduzir o risco de novo apagão na linha de transmissão de Itaipu e já custou cerca de R$ 100 milhões desde 10 de novembro, quando um blecaute deixou sete Estados no escuro. Essa quantia significa o custo de acionamento das térmicas para compensar a redução da carga transmitida por Itaipu ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em linhas de 150 kW, diz Hermes Chipp, diretor do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

 

Para reduzir ou eliminar o uso das térmicas, Furnas, que controla a linha de transmissão de Itaipu, está investindo em proteções especiais nos isoladores do sistema. Uma reavaliação da segurança dessa conexão será feita apenas em abril disse Chipp ontem, após reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

 

Por enquanto, a carga de Itaipu nas linhas de 150 kW está reduzida de 6 mil megawatts (MW) para cerca de 3 mil MW. É essa energia que é compensada pelo acionamento das térmicas. "O custo (das térmicas) é o custo da segurança do sistema", diz Chipp. Esse valor de R$ 100 milhões deverá compor o cálculo de revisão das tarifas elétricas no próximo ano, podendo elevar a variação das contas de luz.

 

Na reunião de ontem do CMSE discutiu-se também o apagão do dia 10 de fevereiro no Nordeste, que ocorreu por um problema nas linhas de transmissão da Chesf. Segundo análise da empresa, o apagão ocorreu porque uma ventania colocou as linhas em contato com árvores, que interromperam a conexão. Estava vencido o contrato de poda dessas árvores e não havia licença para nova licitação do serviço.

 

Segundo Roberto Messias Franco, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o órgão editará uma nova instrução normativa na próxima semana determinando que as licitações para poda da vegetação sob as linhas seja concomitante à licença de operação (com prazos de 4 a 6 anos). O contrato para poda era renovado anualmente, o que exigia mais burocracia e levava a atrasos no corte das árvores sob a linha.

 

Segundo Chipp, do ONS, embora outros blecautes tenham ocorrido em diversos Estados recentemente, nenhum foi causado por problemas em linhas do Sistema Interligado, além dos que afetaram as linhas de Furnas e da Chesf.



Fonte: Valor Econômico
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