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Conab

Consumo de álcool deve dobrar até 2011

05/09/2008 | 06h50

Estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que o consumo de álcool no Brasil deve aumentar 50,46% entre 2007 e 2011, de 16,47 bilhões de litros para 24,78 bilhões de litros por ano.

 

O trabalho "O etanol como um novo combustível universal", divulgado ontrem durante a Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro), em Sertãozinho (SP), aponta também que o consumo da gasolina no Brasil vai cair 9,64% entre o ano passado e 2011.

 

De acordo com a Conab a demanda pela gasolina A (pura) sairá de 17,779 bilhões de litros para 16,065 bilhões ao ano e a gasolina C, com 25% de mistura de álcool anidro, terá o consumo anual de 24,025 bilhões de litros reduzido até 21,709 bilhões de litros no período.

 

O estudo, realizado pelo técnico da Conab Ângelo Bressan Filho, aponta que a disparada no crescimento do consumo de etanol no mercado interno, que atualmente responde pelo destino de 72% da produção nacional do combustível, ocorrerá exclusivamente pelo aumento da demanda pelo hidratado, comercializado nos postos e utilizado no abastecimento de veículos a álcool ou nos flex fuel. Como a demanda pela gasolina vai cair, conseqüentemente haverá uma redução na necessidade de utilização do álcool anidro na mistura.

 

A frota de veículos flex fuel deve saltar do correspondente a 20,5% em 2007 para 44,2% em 2011 e a dos movidos à gasolina vai recuar de 69,9% para 50,9%.

 

Já a participação dos veículos exclusivamente a álcool, que não são mais fabricados, deve recuar 9,5% do total para 4,9% com o sucateamento da frota. O estudo da Conab estimou ainda que as exportações de álcool devam crescer em ritmo mais forte que o aumento da demanda no mercado interno, apesar de um volume menor. Os dados apontam que até o final de 2008 serão enviados a outros países 4,176 bilhões de litros, ou 18,21% a mais que os 3,532 bilhões de litros de 2007.

 

Já em 2011 as exportações devem chegar a 6,106 bilhões de litros, um aumento de 72,85% sobre o resultado do ano passado. Os Estados Unidos seguirão como o principal destino.



Fonte: Jornal do Commercio
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