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Análise

Consultoria destaca a América Latina como potência energética

06/04/2006 | 00h00

Apesar dos problemas enfrentados pelas empresas de petróleo na Bolívia, com a ameaça de nacionalização das reservas de gás, a região é vista como uma potência energética por Bill Kimble, sócio da KPMG para o setor de indústrias nos Estados Unidos.

Numa avaliação das fraquezas e pontos fortes da América Latina em termos energéticos, Kimble destaca como fator positivo a existência de seis países exportadores de petróleo: Venezuela, México, Equador, Colômbia, Argentina e Bolívia. E caminha-se para sete este ano, com o aumento da produção da Petrobras, que se tornará tecnicamente auto-suficiente.

"Isso é muito importante, é o grande ponto forte da região. Poucas regiões no mundo têm essa facilidade. O Estados Unidos, por exemplo, são muito dependentes do Oriente Médio e da Venezuela, o que representa uma série de problemas", ressalta Kimble, que participa hoje de um painel sobre biocombustíveis no Fórum Econômico Mundial, em São Paulo.

O executivo pondera, contudo, que não há uma política regional conjunta para o setor energético, sendo os temas decididos por cada país individualmente, tendo em conta cada fonte de energia específica, o que o executivo considera um dos pontos fracos da política regional. Ele cita como exemplo o corte de fornecimento de gás da Argentina para o Chile e o Brasil.

Outra "fraqueza" regional apontada por Kimble é a grande dependência de gasodutos para transportar o gás de um país para o outro, em detrimento da utilização de plantas de Gás Natural Liquefeito (GNL), consideradas mais baratas e mais flexíveis.

Evitando falar sobre a questão política na Bolívia, Kimble disse, contudo, que a Petrobras é melhor interlocutora com o governo de Evo Morales do que as demais empresas que têm operação no país.

"Fico apreensivo quanto ao que acontece na Bolívia. Acho um grande erro deixar que as multinacionais saiam de lá", afirmou. "Parte da solução do problema deve ser local, e a Petrobras tem uma chance maior de convencer o novo presidente de que seria melhor trabalhar em conjunto com a ExxonMobil, por exemplo", disse Kimble, repetindo em seguida que a Petrobras pode ser um facilitador para que outros "players" não deixem de operar na Bolívia.

O executivo acredita que os EUA prestam atenção na forma como os países da região se relacionam para decidir o que vão fazer. "É uma situação difícil, mas o Brasil, como `player` local, pode minimizar essa situação." Tim Young, que é responsável pelo escritório da KPMG no Rio, acrescenta que o governo boliviano tem muito a perder com uma ação anti-empresas estrangeiras.

Repetindo elogios já feitos pelo presidente americano George W. Bush, os consultores elogiaram o programa brasileiro do álcool, que dá enorme flexibilidade para o país e também segurança energética. Isso porque além dos biocombustíveis, a região, e particularmente o Brasil, tem condições de atender a demanda de petróleo, gás e eletricidade.

"Investimentos em infra-estrutura de distribuição de gás precisam ser feitos. Mas a região só tem problemas políticos, ao contrário do Oriente Médio", diz Kimble, em referências a guerras e à ameaça de terrorismo.



Fonte: Valor Econômico
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