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Indústria naval

Construtores de navios e indústria de máquinas e equipamentos unem forças

03/08/2005 | 00h00

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) decidiram unir forças para aumentar a competitividade aos navios de grande porte fabricados no País. A idéia é garantir um conteúdo nacional mínimo de 65% na construção dos 42 navios-petroleiros da Transpetro e das 40 embarcações da estatal venezuelana PDVSA. Durante solenidade realizada nesta quarta-feira (3/08) no Rio, os presidentes do Sinaval, Ariovaldo Rocha, e da Abimaq, Newton de Mello, assinaram o convênio de cooperação entre as duas entidades.

Nas contas de Newton Mello, o segmento de navipeças representa aproximadamente 70% do custo total da construção de um navio, o que, no caso, das duas licitações, poderá representar um volume de US$ 3,08 bilhões. "Se um fornecedor tiver que se abastecer de peças que vêm de outro país para construir seus navios, não vai ser um fornecedor confiável. A Transpetro acenou que quer um navio a preço competitivo, com 65% de conteúdo nacional mínimo, e lançou um desafio ao Sinaval e à Abimaq. Estamos tendo uma grande oportunidade para os estaleiros", disse o presidente da Abimaq.

De acordo com os termos do convênio, as duas entidades atuarão em conjunto, desenvolvendo ações como troca de informações sobre o mercado de navios, andamento dos projetos de modernização e instalação de novos estaleiros, evolução das obras de construção dos navios, além de ações e gestões a serem conduzidas em apoio ao desenvolvimento da indústria.

Antes mesmo da formalização do convênio, as entidades já começaram a articular suas ações em conjunto. Na semana passada foi enviada o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a minuta de proposta do Renaval, que desoneraria o setor de construção naval de tributos federais e de ICMS. O regime aduaneiro especial que beneficiaria os estaleiros foi inspirado no Reporto, que proporciona incentivos fiscais para a modernização dos portos.

Ariovaldo Rocha, do Sinaval, destacou a importância da retomada do desenvolvimento da indústria naval e da nacionalização, lembrando que são gastos anualmente no país US$ 10 bilhões com frete. "Já estivemos entre os maiores construtores navais do mundo e estamos arregaçando as mangas para alcançarmos os objetivos desse convênio", disse Rocha.

O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse que o convênio representa a disposição do setor de trilhar novamente o caminho que fez as empresas brasileiras disputarem espaço com os maiores construtores do mundo. "Os estaleiros de todo o mundo estão com 4.700 navios em carteira hoje. E por que nenhum está sendo feito no Brasil? Temos que estar preparados para competir. No domínio econômico, o que vale é a competência e não a hereditariedade. Então é isso que nós queremos, é para isso que as empresas estão se preparando".

Machado evitou falar em prazo para a estatal julgar os recursos apresentados por sete candidatos para a construção dos novos petroleiros, que tentam mudar decisões tomadas pela comissão de licitação na segunda fase de pré-qualificação da concorrência.



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