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Hidrelétrica

Construtoras se unem para Belo Monte

19/01/2010 | 09h43
Depois de protagonizarem o maior conflito dos últimos anos no processo de concessão das hidrelétricas do Rio Madeira, as rivais Odebrecht e Camargo Corrêa se uniram para disputar o empreendimento mais emblemático do Brasil na atualidade: a usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. A hidrelétrica será a terceira maior do mundo e a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para Itaipu.


O consórcio, formado inicialmente pelas duas empresas, deve ganhar outros investidores de peso, como fundos de pensão, empresas elétricas e grandes consumidores de energia. Podem fazer parte do grupo o Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa), Cemig e até a Braskem, do grupo Odebrecht. Esses acordos, porém, ainda não foram concluídos.


Há algum tempo o setor e as próprias empreiteiras cogitavam a possibilidade de parcerias entre as construtoras para levantar Belo Monte. Só não esperavam que o acordo fosse fechado entre as duas maiores concorrentes da construção civil. Na última grande disputa do setor elétrico, a licitação das usinas do Rio Madeira, as duas empresas se engalfinham por causa de um contrato de exclusividade entre os fabricantes de equipamentos e a Odebrecht.


A Camargo Corrêa, que fazia parte do consórcio concorrente, levou o caso à Secretaria de Direito Econômico (SDE), que suspendeu a exclusividade dos contratos. O caso foi parar na Justiça, até que o governo desse um ultimato para que a briga terminasse. Por causa desse mal-estar, o setor acreditava mais numa parceria entre Odebrecht e Andrade Gutierrez.


Prevista para entrar em operação em 2015, a megahidrelétrica, de 11.233 megawatts (MW) de potência (ou 4.600 MW médios), custará algo em torno de R$ 16 bilhões, volume que justifica consórcios recheados de grandes investidores. A expectativa do governo é que haja, pelo menos, dois grupos para disputar o leilão da usina. Além do grupo da Camargo Corrêa e Odebrecht, o outro consórcio em negociação pode contar com a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Vale, CPFL Energia e o Grupo Neoenergia.


Há ainda nomes de peso no setor elétrico que não anunciaram de que lado vão ficar, como é o caso da Tractebel, do grupo franco-belga Suez, sócia da Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. Cogita-se que a empresa, assim como a Alcoa, poderá entrar no grupo da Odebrecht e Camargo Corrêa. A estatal Eletrobrás deverá se tornar sócia do consórcio vencedor. Outro grande nome que merece atenção é a construtora Andrade Gutierrez. Com a união de Camargo e Odebrecht, a participação da empresa no empreendimento fica incerta, afirmam especialistas.



licença ambiental. Como a licença ambiental ainda não saiu, muita negociação pode acontecer nas próximas semanas. A construção de Belo Monte, em discussão desde a década de 70, será um dos maiores desafios de engenharia brasileira, que acumula anos de know-how na construção de hidrelétricas em todo o mundo. Ao contrário das demais usinas do País, Belo Monte será construída em três áreas diferentes. A primeira obra, que inclui o vertedouro principal e a casa de força complementar, ficará a 40 quilômetros de Altamira (PA) e terá capacidade de 233 MW.
 
 
A partir desse local, serão construídos dois canais - cujas escavações serão semelhantes às do Canal do Panamá, considerado uma das sete maravilhas do mundo moderno - que vão desviar parte da água do Rio Xingu para o reservatório. O nível do lago será controlado por uma barragem complementar. Seguindo rio abaixo, será instalada a casa de força principal, com 20 turbinas, com capacidade para gerar 11 mil MW.


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem que já não há mais obstáculos para o licenciamento da usina, que teve sucessivos atrasos em sua licitação. "Havia inúmeros problemas no projeto inicial que foram sendo solucionados aos poucos. Tínhamos problemas de todos os tipos, desde a extinção de espécimes de peixes a questões sociais", destacou o ministro, que participou ontem do lançamento de projeto ambiental para o aproveitamento do gás produzido num aterro sanitário como combustível. Segundo Minc, o processo para a concessão do licenciamento está passando apenas pelos últimos acertos burocráticos e isso deve ser concluído dentro de duas semanas, ou no mais tardar ao longo do mês de fevereiro.


Fonte: Jornal do Commercio
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