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Setor naval

Construtoras negociam parceria para fazer navios

22/10/2004 | 00h00

Os grupos Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht , em parceria com a japonesa Mitsui estão em conversações para criar uma empresa para atuar na indústria naval no país. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode entrar no negócio com financiador e acionista minoritário.
"Já houve conversas. Estamos dependendo da entrada no banco de uma carta-consulta das empresas para definirmos a nossa participação. Preciso saber primeiro, em detalhes, o que eles querem", disse ao Valor o vice-presidente do banco, Darc Costa.
A definição da parceria, segundo dirigentes das três construtoras, vai depender de condições de participação na licitação a ser lançada pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, no início de novembro, para encomendar no país de 22 navios petroleiros. O valor do negócio é de US$ 1,1 bilhão.
Ontem, na posse da nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que no curto prazo vão ser criadas as condições para deslanchar o negócio. "A impressão que eu tenho é que dentro de poucos dias a indústria naval poderá utilizar o dinheiro do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para podermos fazer as obras que têm de ser feitas para recuperar a indústria naval e também a Marinha Mercante. Não é possível gastar com fretes o que se gasta no país", disse Lula.
O Brasil remete ao exterior cerca de US$ 6 bilhões por ano no pagamento de fretes marítimos.
A Transpetro já sinaliza uma segunda licitação para comprar mais 22 petroleiros, com valor estimado em mais de US$ 1 bilhão. Para construtoras é importante que a demanda por novos navios não dependa só da Transpetro. É estratégico que as encomendas da estatal sirvam como indutor para o crescimento da indústria naval no país.
Segundo as construtoras, grandes estaleiros são como montadoras de automóveis: exigem alto investimento. Por isso, precisam de demanda assegurada para serem viáveis. Na sociedade entre as três maiores companhias da construção pesada do país, a Mitsui deve entrar como investidor e transferidor de tecnologia.
A Odebrecht ainda não tem uma decisão final se participará do projeto. Dependerá do valor do investimento, que pode oscilar entre US$ 50 milhões e US$ 150 milhões. Fonte da empresa informou que há grandes chances para entrar nesse negócio. "Ainda existem detalhes em discussão e o projeto deverá ser debatido em reunião de diretoria da Construtora Norberto Odebrecht tão logo seu presidente, Marcelo Odebrecht, retorne de viagem ao exterior", informou.
Fonte de outra construtora disse que estão em análise vários caminhos para viabilizar o negócio. Um deles é a compra ou arrendamento de um estaleiro no Rio. Outro é participação no projeto da Camargo Corrêa no porto de Suape, em Pernambuco. A Camargo firmou protocolo de intenção com o governo pernambucano para montar na área do porto um estaleiro dedicado à construção de plataformas de petróleo off-shore e navios de grande porte.
Ontem, o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, reuniu-se com o presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Sua assessoria divulgou nota na qual afirma que o estaleiro de Suape deverá iniciar operação em 2007, com investimento de US$ 170 milhões.
O secretário de Energia, Petróleo e Indústria Naval do Rio, Wagner Victer, disse que há estaleiros à venda no Rio e também nove áreas disponíveis para instalação de novas unidades, bem como na região do Porto de Sepetiba. Fontes do setor dizem que há negociações em curso para incorporação das unidades do Caneco e Ishibras. O empresário Augusto Mendonça, que detém 40% do Fels Setal, de Angra dos Reis (antigo Verolme), estaria vendendo 20% das ações para Keppel Fels, de Cingapura. Procurado, o empresário não respondeu.
Há ainda projetos que começam a sair do papel. A Akker Promar, controlada pelo grupo Akker, da Noruega, confirmou que já está escriturando o terreno onde será instalado um grande estaleiro em Rio Grande (RS), com investimentos de US$ 270 milhões dos quais US$ 100 milhões na primeira etapa. O estaleiro terá capacidade de construir navios e plataformas de petróleo.
Victer diz que o setor reclama da proposta das construtoras, pois querem entrar na disputa com "um estaleiro virtual". "Todo mundo espera que saia uma concorrência qualificando construções existentes. Não podemos privilegiar estaleiros no papel".
No Rio, foram reabertos 18 estaleiros nos últimos anos. Vieram novos investidores. Havia 500 empregados no setor - hoje são 25 mil diretos e 100 mil indiretos. Os estaleiros existentes terão vantagens na licitação da Transpetro, com ganho de pontos adicionais na etapa de pré-qualificação.



Fonte: Valor Econômico
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