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Gerdau

Construção de novas usinas no Brasil e Espanha

07/08/2008 | 04h35

A Gerdau anunciou ontem duas novas duas usinas para fazer vergalhões, usados na construção civil - uma em Pernambuco, onde opera desde o início dos anos 70 com a Açonorte, e outra na Espanha, onde tem participação de 40% na Sidenor, de aços especiais. O grupo também quer fazer nova ampliação da capacidade da Açominas, para 5 milhões de toneladas por ano em 2010. 


Os projetos foram revelados ontem pelo presidente, André Gerdau Johannpeter, durante a apresentação do balanço do segundo trimestre, quando a empresa apurou receita líquida consolidada de R$ 11,1 bilhões, com alta de 47,2% sobre o mesmo período de 2007, e lucro líquido de R$ 2,1 bilhões, 85,4% maior. No semestre, o crescimento foi de 34,7% na receita, para R$ 20 bilhões, e de 38,3% no resultado, para R$ 3,2 bilhões. 


Segundo o vice-presidente de finanças do grupo, Osvaldo Schirmer, o grupo conseguiu realinhar preços ao longo do semestre para compensar os fortes aumentos dos custos de insumos e matérias-primas e, com isso, a margem bruta subiu um ponto percentual, para 25,5%, enquanto a geração consolidada de caixa medida pelo conceito Lajida subiu 51,7%, para R$ 4,7 bilhões. Os investimentos somaram US$ 4 bilhões, sendo US$ 3,3 bilhões em aquisições. A maior operação foi da MacSteel, nos Estados Unidos, por US$ 1,7 bilhão. 


De acordo com Johannpeter, as novas unidades em Pernambuco e na Espanha ainda estão em estudo. Na primeira, o investimento deverá ser de US$ 400 milhões até 2011 para produzir 500 mil toneladas de aço por ano a partir de sucata, com possibilidade de expansão para 1 milhão de toneladas. A usina servirá para atender a expansão da demanda no Nordeste. A Açonorte tem capacidade instalada de 300 mil toneladas e foco também em aços para a construção civil. 


Na Espanha o plano é erguer uma siderúrgica apta a fazer até 1 milhão de toneladas por ano, mas local, prazo e volume de investimentos ainda não estão definidos. Segundo o empresário, o país é o segundo maior mercado de construção civil da Europa, o que justifica a diversificação da produção hoje concentrada em aços especiais. 


Na Açominas, o investimento previsto é de US$ 277 milhões para agregar 500 mil toneladas à capacidade atual. Em outubro, o grupo finalizou um programa de US$ 1,5 bilhão na unidade, que passou de 3 milhões para 4,5 milhões de toneladas de aço por ano. A usina produz blocos, tarugos, perfis estruturais e fio-máquina, com 70% do volume direcionado à exportação. 


De janeiro a junho, a Gerdau produziu 10,8 milhões de toneladas de aço bruto, com aumento de 25,6% sobre o mesmo período de 2007, e no segundo trimestre operou com 90% de utilização da capacidade. As unidades de aços comuns da América do Norte foram responsáveis por 42%, seguidas pelas usinas do Brasil (36%) e dos demais países da América Latina (9%). As usinas de aços especiais no país e no exterior fizeram 13%. A produção de laminados cresceu 27,6%, para 9,2 milhões de toneladas. 


As vendas consolidadas avançaram 25,5% no semestre, para 10,4 milhões de toneladas. O mercado brasileiro cresceu 34,5%, para 2,5 milhões de toneladas (não inclui aços especiais). O desempenho doméstico foi beneficiado pela construção civil e pelo aumento de capacidade da Açominas. Segundo o executivo, deverá manter o bom desempenho no segundo semestre. Em função disso, as exportações a partir do país recuaram 26% no período, para 1,4 milhão de toneladas, incluindo embarques para as coligadas no exterior. 


Na América do Norte, a consolidação da Chaparral Steel puxou a alta de 33% nas vendas até junho, para 4,4 milhões de toneladas. Os preços médios obtidos pela Gerdau subiram 24% em dólar e 13% em reais, informou Schirmer. Com a leve retração do mercado local e a desvalorização do dólar, as exportações a partir dos EUA estão crescendo e deverão somar 500 mil toneladas no ano, disse André. 


Em aços especiais - Piratini e Villares, no Brasil; Sidenor, na Espanha, e MacSteel nos EUA, as vendas subiram 26,4% no semestre, para 1,3 milhão de toneladas, devido à consolidação da unidade americana em abril e à diversificação dos mercados na América do Norte, especialmente os de energia, máquinas agrícolas e distribuição. 



Fonte: Valor Econômico
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