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Indústria naval

Construção da P-52 chega a seu momento crucial

02/06/2006 | 00h00

A equipe de técnicos responsáveis pela construção da plataforma semi-submersível P-52 no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, inicia neste domingo (4/6) a operação de união do topside (convés superior) da unidade com o casco. O processo – denominado “deck mating” – é aguardado com grande expectativa porque, além de ser uma das mais delicadas fases da montagem, é a primeira vez que se realiza esse trabalho no Brasil. De acordo com as estimativas da Petrobras, a manobra deverá estar concluída em oito dias, mas o prazo depende das climáticas e de maré favoráveis.
 
A P-52 pertence à Fase 2 do Módulo 1A do Programa de Desenvolvimento do Campo de Roncador, na Bacia de Campos, e deverá entrar em operação no início de 2007, quando será ancorada a uma profundidade de 1.800 metros de lâmina d´água. A unidade estará ligada a 29 poços (19 produtores e 10 injetores) e terá capacidade para extrair 180 mil barris diários de petróleo e comprimir 9,3 milhões de m³ de gás natural.
 
Após o deck mating, será feito o içamento do convés inferior (denominado spider deck). Uma vez concluída essa etapa, a P-52 entrará na fase de conclusão da integração, que inclui a instalação do flare – uma torre de exaustão com 120 metros de comprimento e 600 toneladas – prevista para julho. A conclusão total da obra é esperada para dezembro deste ano.
 
O gerente de Implementação de Empreendimentos para Roncador, Antônio Carlos Justi, avalia que a realização dessa operação no Brasil traz benefícios para a indústria naval como um todo, seja na geração de empregos, seja no desenvolvimento tecnológico do setor. “O fato de uma unidade desse porte estar sendo feita no Brasil pode perpetuar o desenvolvimento de uma indústria que é bastante geradora de empregos. Isso permite que esses estaleiros e esses fornecedores possam fazer parte de uma cadeia de construção de unidades não só para o Brasil, mas para outros mercados”.
 
O casco da P-52 foi construído pela Keppel Fels em Cingapura, e chegou ao Brasil no final de março. Já o topside, foi financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e atingiu um índice de nacionalização de 71%. O gerente da Petrobras observa que esse percentual é uma demonstração do potencial de a indústria nacional produzir em bases competitivas, uma vez que o patamar mínimo era de 60%.
 
O empreendimento, orçado em US$ 935 milhões, é resultado do contrato assinado em dezembro de 2003 pela Petrobras Netherlands B.V. e pelo consórcio FSTP, constituído pela Keppel Fels e pela Technip – empresa de engenharia responsável pelo projeto. Quatro módulos de processos e utilidades da P-52 foram construídos pela Keppel Fels, no canteiro da empresa em Niterói. Os de geração ficaram sob responsabilidade da Rolls-Royce, no estaleiro da Mac Laren, também em Niterói. Os de compressão foram construídos pela Nuovo Pignone, no canteiro Porto Novo Rio, no Caju.
 
A operação de deck mating da P-52 também servirá como parâmetro para a construção de sua irmã gêmea, a P-51 (Fase 2 do Campo de Marlim Sul), também sob responsabilidade do consórcio Keppel Fels/FSTP. Neste caso, a obra será ainda mais inovadora, uma vez que o casco da unidade será construído totalmente no Brasil, nas instalações do Brasfels.



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