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Energia

Consórcio explica atraso ao BNDES e outros bancos

22/03/2011 | 10h09
A paralisação das obras da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, foi o principal assunto das reuniões ontem do presidente do Consórcio Energia Sustentável do Brasil, Victor Paranhos. Ele começou o dia em uma reunião do conselho de administração do consórcio e depois se reuniu com o presidente da Eletrobras (controladora da Chesf e Eletrosul, ambas sócias do projeto com 20%), e com representantes do BNDES e outros financiadores como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF), Banco do Nordeste, Bradesco e Itaú.
 
 
Paranhos informou que as prioridades da obra foram definidas e uma delas é o desvio do rio, adiado de julho para agosto, e a montagem do vertedouro que recomeçou ontem com pouco efetivo. Para concluir o vertedouro ainda faltam as comportas e equipamentos de acionamento hidráulico.
 
 
Paranhos, que representa a GDF Suez, maior acionista de Jirau, admite que o problema vai afetar os prazos do cronograma estabelecido entre o consórcio e a Camargo Corrêa para antecipar o início da geração em nove meses em relação ao contrato firmado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que conta com o início da geração em janeiro de 2013. O executivo diz que, antes dos eventos em Rondônia, o maior risco de atraso era da linha de transmissão que vai levar energia de Jirau e Santo Antonio para o Sudeste. Prevista inicialmente para fevereiro de 2012, os dois trechos da transmissão tiveram atraso na licença ambiental. Se a transmissão não ficar pronta em 2012, o consórcio Energia Sustentável deixará de faturar cerca de R$ 1,2 bilhão com a venda antecipada de energia para o mercado livre.
 

"Mas isso não significa que vamos ter um prejuízo de R$ 1,2 bilhão, veja bem. Esse valor se refere a uma receita que pode não acontecer e o lucro é apenas uma parcela disso", frisa Paranhos.
 

Com a paralisação das obras, o consórcio vai reavaliar os números do projeto que, segundo Paranhos, vai ficar abaixo do inicialmente esperado. "É uma coisa que machuca os acionistas, mas não mata", afirma. "É claro que o nosso modelo econômico previa contingências. Todos os acionistas da obra são conservadores e ninguém fez uma proposta suicida no leilão. Existem previsões para contingências e prazos", continua Paranhos.
 

O executivo explicou que a decisão de instalar mais seis turbinas aumenta em 230 megawatts (MW) a energia assegurada de Jirau e isso pode ajudar a minorar as perdas com o atraso no cronograma do consórcio ao longo do tempo. Já se houver atraso na transmissão a partir de janeiro de 2013, quem pagará é a sociedade brasileira, já que a energia não será entregue por motivo de força maior. A disponibilidade de linhas de transmissão está prevista no contrato de Jirau com a Aneel.
 

Ontem a Eletrobras admitiu ao Valor que existe um atraso nas obras das linhas de transmissão das usinas que formam o complexo do Madeira. Mas segundo a estatal, o único cronograma atrasado é o da empresa Interligação Elétrica do Madeira - Cteep (51%), Furnas (24,5%) e Chesf (24,5%) -, cuja conclusão foi adiada de fevereiro para setembro de 2012. "Esse lote é o único que está com seu cronograma atrasado em relação à data de conclusão prevista no contrato de concessão", diz a nota da estatal. Ainda segundo a estatal, a energia gerada nas primeiras máquinas das usinas do rio Madeira poderão ser escoadas pela linha de transmissão da Porto Velho Transmissora de Energia, que entra em operação em fevereiro de 2012.
 

O Ministério de Minas e Energia não quis se manifestar em como e se a paralisação de Jirau afetaria o planejamento.


Fonte: Valor Econômico
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