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Indústria Naval

Consórcio estima finalização do projeto básico da P-57 até janeiro de 2006

05/10/2005 | 00h00

A elaboração do projeto básico (Front End Engineering Design – FEED) da P-57 já concluiu 51% de suas tarefas planejadas e tem seu término previsto para 31 de janeiro do ano que vem. A previsão é da equipe encarregada do trabalho, composta por cerca de 100 profissonais do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e de empresas de engenharia – as brasileiras Chemtech e Kromav e a norueguesa Aker Kvaerner, através de sua divisão brasileira, Aker Kvaerner Engineering & Technology Brasil. O empreendimento é considerado pioneiro porque consiste no desenvolvimento de uma das maiores unidades flutuantes de produção, estocagem, processamento e transbordo (FPSO) de petróleo do mundo, a P-57.  Quando o desenho final estiver concluído, será a documentação técnica de suporte ao edital de licitação da concorrência que definirá seus construtores.

O projeto teve início em fevereiro deste ano, mas intensificou-se em junho, quando o consórcio Chemtech/Aker/Kromav ganhou  concorrência competindo com mais quatro empresas para auxiliar no projeto. Esta é a primeira vez que o Cenpes trabalha no esquema de força tarefa em um empreendimento deste porte e com uma equipe alocada em outra empresa.

Os projetistas e engenheiros das três empresas do consórcio e do Cenpes estão desenvolvendo este ciclo do projeto básico e de classificação nas instalações da Chemtech e, de forma inédita, o trabalho está sendo elaborado com quase 100% de conteúdo nacional de mão-de-obra de engenharia. “Com este projeto, queremos valorizar a engenharia nacional, reafirmando que temos uma capacitação equivalente à existente no exterior. Este é o primeiro projeto desenvolvido com mão-de-obra brasileira e feito inteiramente aqui”, afirmou Marcos Assayag, gerente geral de engenharia básica do Cenpes.

A P-57 processará óleo pesado em uma planta de processo para 180 mil bopd (barris de óleo por dia). Esta capacidade torna a plataforma a maior unidade flutuante de óleo pesado do mundo e servirá de modelo para diversas aplicações semelhantes. “Este projeto básico pioneiro – utilizando métodos, processos e padrões compatíveis com a tecnologia offshore de produção e exploração de óleo e gás em águas profundas do Brasil –, além de atender aos requisitos da Petrobras e do mercado internacional, faz uso da criatividade, aliada ao que existe de mais moderno em matéria de conhecimento tecnológico. Utiliza-se desde a mão-de-obra qualificada de engenharia offshore a softwares de última geração, alguns desenvolvidos por brasileiros para a indústria nacional. Isto capacita o Brasil na riqueza do conhecimento e gera tecnologia”, declarou Rosalvo Sales Jr, sócio-diretor da Kromav.

Para Roberto Goulart, coordenador do projeto básico da P-57 e consultor sênior da Petrobras, “esta forma de trabalho proporciona ganhos técnicos, pois integra as experiências de todas as companhias, somando agilidade para atingir os prazos requeridos”. A Aker Kvaerner, por exemplo, atua no Brasil há 30 anos e destaca as vantagens deste projeto. “Estamos construindo um negócio sustentável no Brasil, ao mesmo tempo que trazemos para o país o melhor de nossas atividades e experiência em óleo & gás pelo mundo afora”, ressaltou Stig Botker.

O diretor geral da Chemtech, Luiz Eduardo Ganem Rubião, vê o projeto como um grande desafio, devido à sua dimensão. “Este trabalho de projeto básico é o core business da Chemtech desde sua fundação, em 1989. No entanto, desta vez o desafio técnico está sendo maior e não tenho dúvidas de que esta experiência está valendo muito a pena”.

 



Fonte: Redação
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