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Empresas

Congelamento de leilões prejudica petroleiras iniciantes no Brasil

13/12/2011 | 11h39
Empresas iniciantes no setor de petróleo no Brasil, com foco em explorar novas fronteiras, começam a sentir pressão de investidores que as financiaram devido à demora em conseguir blocos, já que há um virtual congelamento dos leilões no Brasil, informou o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP).

A última rodada de licitação de áreas de exploração de petróleo no Brasil ocorreu em 2008, mas apenas de blocos em terra, menos promissoras que as bacias marítimas.

O governo suspendeu as rodadas enquanto não conclui mudanças no marco regulatório, que ainda está pendente da definição da distribuição das receitas da exploração.

"A gente tinha preocupação que se misturasse a discussão do modelo de exploração com a discussão da divisão das receitas. Tanto é que acabou misturando e deu no que deu", afirmou o presidente do IBP, João Carlos De Luca, durante seminário em São Paulo. "Chegou em determinado momento em que a discussão de como dividir o bolo ficou mais importante do que como fazer o bolo".

De Luca diz que parte da indústria de petróleo no Brasil, principalmente empresas novas que buscam espaço para atuar, está paralisada. E gente que conseguiu financiamento de investidores começa a sentir a cobrança. "Chega um momento que o investidor diz: 'pô, e aí?'. O cara está colocando dinheiro faz um ano, um ano e meio, e nada de leilões".

"Se não resolver a questão (da regulação) em um ou dois anos, vai ter empresa que vai começar a sair daqui", acrescentou o presidente do IBP, que já foi presidente da Repsol do Brasil e agora dirige uma startup de petróleo, a Barra Energia.

A votação sobre um projeto de redistribuição dos royalties do petróleo aprovado no Senado só deverá ocorrer na Câmara no ano que vem. Ainda assim, há o risco de que estados que se sentirem prejudicados, como o Rio de Janeiro, recorram à Justiça.

A próxima rodada de licitações, a 11ª, foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), mas ainda aguarda sanção da presidente Dilma Rousseff.

"Tem um número de empresas trabalhando na expectativa dos leilões. Gente que comprou sísmica, contratou pessoal", afirmou De Luca.

Uma destas empresas é a YXC, novata do setor de petróleo que tem entre seus participantes Rodolfo Landim, que já foi um dos principais executivos de Eike Batista e deixou o grupo EBX de forma litigiosa.

A YXC, com sede no bairro do Botafogo, no Rio, já definiu toda a diretoria e planeja avançar no setor a partir da compra de direitos de exploração nas rodadas da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


Fonte: Agência Reuters
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