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Petrobras

Confirmado plano de US$ 31 bi para refinarias

19/12/2008 | 02h44

As novas refinarias do Maranhão e do Ceará, orçadas em US$ 30,9 bilhões, estarão no plano estratégico da Petrobras para 2009/13 que será votado hoje, em Brasília, pelo conselho de administração da estatal. "Estarão no plano com certeza absoluta", garantiu ao Valor o diretor de abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa. Entre analistas, havia a expectativa de que a Petrobras pudesse retirar os dois projetos do seu planejamento por causa da queda da demanda e dos preços do petróleo e da escassez de crédito provocada pela crise econômica. 

 

Segundo Costa, em 2015 o Brasil estará produzindo cerca de 4,2 milhões de barris de petróleo por dia, enquanto a capacidade de refino, se não for ampliada, estará em apenas 1,8 milhão de barris. 

 


Além dessas duas refinarias, a Petrobras vai manter também a construção das unidades de Pernambuco (Abreu Lima) e do Rio de Janeiro - esta voltada à produção de itens petroquímicos, como unidade básica do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os dois empreendimentos já estão em obras de terraplenagem. 

 


As quatro refinarias devem custar US$ 44 bilhões a preços atuais e acrescentar 1,25 milhão de barris diários à capacidade atual de refino brasileira, sendo 600 mil no Maranhão, 300 mil no Ceará, 200 mil em Pernambuco e 150 mil no Rio. O cronograma atual prevê que a unidade de Pernambuco começará a operar em 2011, a Rio em 2012, a do Maranhão em 2013 e a planta cearense em 2014. 

 


O petróleo que será extraído do pré-sal, a uma distância de 300 quilômetros do litoral, vai exigir, segundo Costa, a construção de terminais para o embarque do óleo em grandes navios. Esse petróleo terá dois destinos: seguirá para processamento nas plantas de refino brasileiras ou diretamente para exportação. 

 


O diretor da Petrobras disse que a construção das refinarias é importante para gerar riquezas e empregos a partir do petróleo. "Não queremos ser grandes exportadores de petróleo, queremos ser grandes exportadores de produtos", acrescentou. 

 


Costa disse que outras empresas pelo mundo afora estão adiando seus projetos. Ele acha que agora, com o mercado em baixa, está na hora certa de fazer os investimentos, dentro da capacidade de pagamento da empresa. Os resultados serão colhidos quando houver a retomada do crescimento mundial que, em sua opinião, começará ainda em 2009. Saindo na frente, ele acredita que o Brasil terá alguma vantagem no futuro. 



Fonte: Valor Econômico
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