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Indústria Naval

Concluído o deck mating da P-52

12/06/2006 | 00h00

Foi concluída neste fim de semana a colocação do convés e módulos (topside), de 25 mil toneladas, da plataforma semi-submersível P-52 sobre o casco. Considerada a fase mais desafiadora do empreendimento, esta operação, denominada “deck mating”, foi a primeira do gênero realizada no Brasil. A mega operação foi concluída com sucesso em 24 horas. De acordo com a companhia, a execução da tarefa comprova “a capacitação da engenharia naval brasileira e a tecnologia da Petrobras para projetos de produção em águas profundas”.

Após um planejamento minucioso e um extenso e cuidadoso processo de avaliação de riscos, no local exato e nas condições ideais de tempo e maré, o casco da P-52 foi ancorado e submergido até o seu limite, com a utilização de lastro. Em seguida, uma barcaça, a FS1, sobre a qual o topside foi construído, se posicionou milimetricamente entre as colunas do casco, com o auxílio de um sistema de guinchos de alta precisão.

Finalmente, com gradativa perda de lastro, o casco emergiu erguendo o topside. Após essa delicada operação, a última etapa do processo será o içamento do convés inferior, denominado spider deck, e a montagem da torre do queimador.

A P-52 é uma plataforma de grande porte, construída de forma modular. É constituída basicamente pelo casco, que fica parcialmente submerso, base do convés (deck box) e módulos (processo, geração de energia e compressão de gás, alojamentos, utilidades, heliporto etc). O contrato de construção foi assinado em dezembro de 2003, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A construção dos módulos foi distribuída em diversos canteiros na cidade do Rio de Janeiro, em Angra dos Reis e em Niterói. O módulo de acomodações, em estrutura de alumínio, e a base do convés, que acomoda todos os módulos, foram construídos no estaleiro da BrasFels, em Angra dos Reis.

O casco foi construído em Cingapura e chegou a Angra dos Reis no final do mês de março deste ano. Já o topside, construído no Brasil, foi financiado pelo BNDES. O índice de conteúdo nacional já está em 71%, acima do previsto no contrato, que era de 60%.

A P-52 terá capacidade para processar diariamente 180 mil barris de petróleo, comprimir 9,3 milhões de métricos cúbicos de gás por dia e injetar, aproximadamente, 300 mil barris de água no reservatório. Integrante da Fase 2 do Módulo 1 do programa de desenvolvimento do Campo de Roncador, na Bacia de Campos, a unidade ficará ancorada em profundidade de 1.800 metros e será interligada a 29 poços (19 produtores e 10 injetores de água). O escoamento de petróleo e gás natural da plataforma para a terra será feito por dutos submarinos.

Com o término das operações navais, previsto para a terceira semana de junho, a plataforma, agora já na sua configuração final, retornará ao estaleiro, onde será iniciada a etapa final de testes e ajustes, até ser entregue em perfeitas condições de funcionamento. O início da produção está previsto para começo de 2007, o que permitirá a manutenção da auto-suficiência do País.



Fonte: Redação
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