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Ultra

Compra da Texaco gera ágio de R$ 400 milhões

19/08/2008 | 05h09

O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Ultrapar, André Covre, afirmou ontem, em teleconferência com analistas, que a companhia estima que o ágio gerado com a operação de compra da Texaco seja próximo a R$ 400 milhões. Este valor, ressaltou, não pode ser considerado definitivo, uma vez que a operação possui variáveis que podem alterar esta projeção.

 

Antes de concluir o acordo e realizar a liquidação financeira da aquisição, a Ultrapar aguarda que a americana Chevron repasse suas atividades de lubrificantes e de exploração de petróleo para outras pessoas jurídicas.

 

"Este número é estimativa, uma vez que a posição contábil final está para ser definida", disse. Outro ponto que não está plenamente definido é o valor da operação, estimado inicialmente em R$ 1,161 bilhão e com vencimento previsto para o início de 2009.

 

No acordo anunciado na semana passada, o Grupo Ultra destacou que o valor estava sujeito a ajustes de capital de giro e endividamento na liquidação financeira.

 

Questionado por analistas, Covre explicou que o acordo prevê que o Ultra receberá a Texaco com capital de giro suficiente para operá-la. Qualquer variação nestas condições, com base em uma média histórica, será descontada ou acrescida no ato da liquidação financeira.

 

Antes mesmo de repassar à Chevron o valor acordado, o Ultra já terá acesso a informações consideradas relevantes dentro da empresa. "Já tivemos reunião, na última sexta-feira, com grupo de gerentes da Texaco e notamos que todos os participantes estão entusiasmados em criar um processo de transição satisfatório", disse.

 

Covre revelou que um dos pontos considerados mais delicados pela Ultrapar na operação era referente ao relacionamento com a rede de distribuição, mas o primeiro contato da empresa com as equipes de venda da Texaco comprovou que foi grande a aceitação dos distribuidores em relação à aquisição.

 

O Grupo Ultra prevê investimentos de R$ 50 milhões, em cinco anos, para implantar a nova marca nos atuais postos Texaco. O processo será iniciado nas regiões Sul e Sudeste.

 

"Projetamos capex para as operações da Texaco similar ao visto na linha Ipiranga, mas talvez durante os primeiros dois ou três anos o valor seja 10% superior, por conta da readequação da rede", disse o executivo, reiterando que a rede Texaco foi alvo de investimentos em um passado recente.

 

A meta do Grupo Ultra é alcançar nos postos Texaco margem por metro cúbico negociado similar à registrada nos ativos da Ipiranga, de R$ 50.

 

"Este é o nosso objetivo mínimo, uma vez que temos um amplo horizonte de capturar sinergias", disse o executivo. O processo, segundo Covre, deverá levar até dois anos, sendo que a maior parte (70%), referente à escala, deverá ser capturada em curto prazo.

 

O restante é referente ao posicionamento do relacionamento da empresa com a rede de distribuição.O executivo lembrou que os gastos da empresa com ações de marketing, propaganda e desenvolvimento de novos produtos independem do tamanho da empre

 

Portanto, o ganho de 9 pontos porcentuais de participação no mercado nacional - e 14% para 23% - não traz alterações a essas despesas da empresa. Por outro lado, os ganhos operacionais devem ser grandes.

 

"Acreditamos, por exemplo, que nossos assessores comerciais, que antes atendiam 29 postos por mês, agora poderão atender 37 postos", exemplificou.

 

Ao mesmo tempo em que prevê captura de sinergias e ganhos com a união das empresas, a Ultrapar deseja manter uma relação entre dívida líquida e Ebitda equilibrada.

 

"Acreditamos que, com a liquidação financeira da Texaco e a operação de aquisição da União Terminais, é possível que (a relação) fique levemente acima de 1,5 vez, mas será de forma provisória", disse o executivo, após ser questionado por uma analista a respeito da estrutura de capital da empresa esperada para o primeiro trimestre de 2009.

 

Após iniciar a captura de ganhos das duas operações, a relação entre dívida líquida e Ebitda deverá recuar a patamares abaixo de 1,5 vez, segundo Covre. Ao final do primeiro semestre de 2008, a Ultrapar tinha cerca de R$ 3 bilhões em caixa.



Fonte: Jornal do Commercio
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