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Petróleo e Gás

Começa pesquisa de petróleo na Bacia do Ceará

01/02/2011 | 10h09
Já tiveram início os trabalhos da pesquisa que identificará a existência, ou não, de petróleo e gás na porção ocidental da Bacia do Ceará. A Ipex, uma das empresas que formam o consórcio que venceu a licitação da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para o estudo, está realizando, no momento, a primeira fase do processo. A etapa consiste nos levantamentos de dados da região e posterior posicionamento dos pontos onde serão coletadas as amostras. Até o dia 30 de dezembro, o relatório completo deverá ser entregue à ANP.
 
 
Informações de satélite
 

De acordo com a Ipex, a etapa atual se desenvolve predominantemente em pesquisas de escritório. Os dados da área vêm da ANP e de informações de satélite. Estas análises definirão os pontos exatos, com as coordenadas geográficas delimitadas, que serão repassados à outra empresa do consórcio, a Fugro, para que desenvolva a fase posterior. Com as áreas de retirada de amostragem definidas, a Fugro - empresa especializada, entre outros serviços, em levantamentos geofísicos, especialmente para a área de petróleo e gás -, irá realizar a retirada das amostras através do testemunhador "piston core".
 

Serão coletados, para a análise e interpretação, 1.000 testemunhos em amostras do assoalho oceânico.
 

A ANP explica que este é um método de investigação muito preliminar, mas que, "evidenciando anomalias positivas encorajaria a obtenção de novos dados através de ferramentas mais apropriadas para a detecção de acumulações de hidrocarboneto, como a sísmica de reflexão por exemplo".
 

A identificação de petróleo e gás natural em parte significativa das amostras coletadas implicará em uma importante elevação da atratividade da bacia, podendo levá-la a ser oferecida nos próximos leilões promovidos pela ANP, para que seja explorada comercialmente.
 

A pesquisa irá se concentrar na parte oeste da bacia do Ceará, mais precisamente nas extensões das denominadas sub-bacias de Piauí, Acaraú e Icaraí, ocupando uma área de 9,4 mil quilômetros quadrados. O potencial petrolífero dessa região ainda é desconhecido.
 

A bacia, atualmente, só é explorada na parte referente ao litoral de Paracuru, onde se encontram os campos de Xaréu, Atum, Curimã e Espada.
 

Profundidade
 

A exploração de petróleo e gás natural no mar cearense só é realizada em águas rasas, de até 50 metros de profundidade.
 

O estudo da ANP vai mais além, e as amostras serão tiradas em lâminas d´água compreendidas entre 50 e 2.500 metros, atingindo, assim, águas profundas na bacia.
 

Investimento
 

A pesquisa envolve um investimento de R$ 12,7 milhões, incluídos dentro do Plano Plurianual de Estudos Geológicos e Geofísicos da ANP, que prevê investimentos em 23 estados brasileiros.
 

Bacia do Araripe
 
 
Enquanto se iniciam os trabalhos na Bacia do Ceará, na Bacia do Araripe, localizada em terra, as pesquisas já foram concluídas. De acordo com a Ipex, que também venceu a licitação para os estudos nesta região, desta vez sozinha, as análises básicas e avançadas das amostras coletadas já foram completamente processadas.
 
 
No momento, a empresa está em fase conclusiva de elaboração do relatório final, que será repassado à ANP até o dia 3 de março próximo. Na bacia, que está localizada na região Sul do Estado, o Cariri, também envolvendo os estados de Pernambuco, Piauí e Paraíba, foram coletados 2.000 amostras de solo, para as efetivas análises laboratoriais e interpretações dos dados estatísticos.


Fonte: Diário do Nordeste
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