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Biocombustível

Combustível ecológico projeta país no exterior

13/11/2006 | 00h00

A valorização dos biocombustíveis, no contexto de redução das reservas petrolíferas mundiais e dos desafios impostos pelas mudanças climáticas globais deste milênio, pode ajudar a projetar o Brasil internacionalmente como um grande fornecedor de combustíveis mais limpos, além de contribuir para reduzir as desigualdades sociais do país. Quem afirma é o sócio-economista polonês, naturalizado francês, Ignacy Sachs, estudioso da economia brasileira, que esteve no Brasil para falar sobre petróleo e biocivilização, na sede da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), no Rio. Sachs, que atua como professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, onde dirige o Centro de Pesquisas sobre o Brasil Contemporâneo (CRBC), considera que, para se projetar no cenário internacional como uma potência em termos de produção de biocombustíveis, o país precisa somar investimentos em ciência e tecnologia, aos diferenciais competitivos oferecidos pelo seu patrimônio natural. Tais vantagens, no entanto, só garantirão a possibilidade de reduzir a dívida social interna, na opinião do especialista, se tiverem como base muita cautela em relação aos impactos ambientais das fontes energéticas do futuro, entre as quais, os do biodiesel. "Enfrentamos três grandes desafios no começo deste novo século: 30% da força de trabalho do mundo vivem no desemprego ou no subemprego, as mudanças climáticas apresentam sinais que não podem ser ignorados e a geopolítica do petróleo desponta com perspectivas de conflitos futuros. Nesse contexto, a bioenergia surge como uma alternativa viável para países como o Brasil.

benefícios. Na opinião de Sachs, os benefícios advindos das fontes energéticas mais limpas não podem conviver lado a lado com impactos negativos como os que têm sido causados pela expansão do plantio de soja, que adentrou áreas de florestas tropicais, sobretudo, na Amazônia. Para Sachs, das fontes de biomassa que podem transformar a realidade rural em países como o Brasil podem surgir inúmeras alternativas sócio-econômicas, uma vez que, além de geração energética, há a possibilidade de aproveitá-las para a indústria de construção civil, ração animal, entre outros fins.

O presidente da FBDS, Israel Klabin, reforçando as idéias de Sachs, afirmou que a sociedade encontra-se diante de um dilema, já que os atuais padrões de produção de produção e consumo precisam ser revistos. "Desenvolvimento é sinônimo de consumo e a nova ética global é a ética ambiental", compara. Na opinião de Klabin, vale a pena apostar na interdisciplinariedade, em busca de respostas para os atuais e futuros desafios enfrentados pela humanidade. "

Fonte: Jornal do Commercio



Fonte: Jornal do Commercio
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