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Preços

Com real fraco, defasagem da gasolina sobe em setembro

02/10/2014 | 09h57

 

Puxada pela desvalorização do real ante o dólar, a defasagem dos preços internos da gasolina frente ao mercado internacional subiu significativamente ao longo de setembro. Nas contas da equipe de pesquisa de América Latina para os setores de óleo e gás do Credit Suisse Investment Banking, essa diferença aumentou para 21% no fim de setembro. No início do mês, a defasagem era de 10%. Já a Tendências Consultoria avalia que a defasagem chegou a 28%. A consultoria leva em conta, no entanto, a média dos preços do mês.
No caso do diesel, diz a equipe
do Credit Suisse, a defasagem avançou para 10%, ante uma diferença de 7% entre preços apresentada no início de setembro. Para a Tendências, essa é diferença é menor, de 6,9% na média do mês. Em relatório enviado a clientes, a equipe do Credit Suisse Investment Banking, aponta a depreciação do real como a maior responsável pelo aumento significativo da defasagem nas últimas semanas, compensando os efeitos do recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. A equipe calcula ainda que a cada 10% de desvalorização do real o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Petrobras é reduzido em US$ 5 bilhões ao ano—ou o equivalente a uma queda de 16%.
Alessandra Ribeiro, economista da Tendências, descarta um reajuste dos preços da gasolina ainda neste ano. Para ela, no caso de continuidade do governo atual, não haveria esse espaço, pois a inflação medida pelo índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerraria o ano acima do teto da meta, de 6,5%. Em 12 meses, até agosto, o IPCA sobe 6,51 %. Da mesma forma, ainda que a oposição fosse eleita, diz ela, faltaria incentivo ao governo atual para antecipar uma parte do ajuste, que, de qualquer forma, aceleraria preços já sob pressão.
Na visão de boa parte do mercado, a economia perdeu mais com a política de controle de preços dos combustíveis do que se os reajustes tivessem sido dados nos momentos oportunos. Da parte do governo, o temor com relação à inflação barrou a recomposição de preços e afetou a Petrobras. O setor de álcool também foi duramente atingido, ao ter que lidar com a gasolina subsidiada.
Em 2013, na conta de especialistas, a defasagem de preço da gasolina doméstica chegou a dezembro perto de 24%, já incorporados reajustes dados ao longo do período. Se ela fosse corrigida, a inflação teria fechado o ano acima de 6,5%, e não em 5,9%. Naquele ano, a União deixou de arrecadar mais R$ 11,5 bilhões por ter reduzido a zero a alíquota da Cide.

Puxada pela desvalorização do real ante o dólar, a defasagem dos preços internos da gasolina frente ao mercado internacional subiu significativamente ao longo de setembro.

Nas contas da equipe de pesquisa de América Latina para os setores de óleo e gás do Credit Suisse Investment Banking, essa diferença aumentou para 21% no fim de setembro.

No início do mês, a defasagem era de 10%.

Já a Tendências Consultoria avalia que a defasagem chegou a 28%.

A consultoria leva em conta, no entanto, a média dos preços do mês.

No caso do diesel, diz a equipe do Credit Suisse, a defasagem avançou para 10%, ante uma diferença de 7% entre preços apresentada no início de setembro.

Para a Tendências, essa é diferença é menor, de 6,9% na média do mês.

Em relatório enviado a clientes, a equipe do Credit Suisse Investment Banking, aponta a depreciação do real como a maior responsável pelo aumento significativo da defasagem nas últimas semanas, compensando os efeitos do recuo dos preços do petróleo no mercado internacional.

A equipe calcula ainda que a cada 10% de desvalorização do real o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Petrobras é reduzido em US$ 5 bilhões ao ano—ou o equivalente a uma queda de 16%.

Alessandra Ribeiro, economista da Tendências, descarta um reajuste dos preços da gasolina ainda neste ano.

Para ela, no caso de continuidade do governo atual, não haveria esse espaço, pois a inflação medida pelo índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerraria o ano acima do teto da meta, de 6,5%.

Em 12 meses, até agosto, o IPCA sobe 6,51 %. Da mesma forma, ainda que a oposição fosse eleita, diz ela, faltaria incentivo ao governo atual para antecipar uma parte do ajuste, que, de qualquer forma, aceleraria preços já sob pressão.

Na visão de boa parte do mercado, a economia perdeu mais com a política de controle de preços dos combustíveis do que se os reajustes tivessem sido dados nos momentos oportunos.

Da parte do governo, o temor com relação à inflação barrou a recomposição de preços e afetou a Petrobras. O setor de álcool também foi duramente atingido, ao ter que lidar com a gasolina subsidiada.

Em 2013, na conta de especialistas, a defasagem de preço da gasolina doméstica chegou a dezembro perto de 24%, já incorporados reajustes dados ao longo do período.

Se ela fosse corrigida, a inflação teria fechado o ano acima de 6,5%, e não em 5,9%. Naquele ano, a União deixou de arrecadar mais R$ 11,5 bilhões por ter reduzido a zero a alíquota da Cide.

 



Fonte: Valor Econômico
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