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Repsol

Com aportes de US$ 2,2 bilhões, mira no petróleo brasileiro

31/07/2008 | 05h28

Num mercado dominado pela estatal Petrobras, a espanhola Repsol vem, sem alarde, ocupando espaço no setor brasileiro de exploração e produção de petróleo. Terceira maior produtora de óleo no País, atrás da Petrobras e da Shell, a companhia européia já investiu US$ 2,2 bilhões no País e planeja crescer em território nacional por meio de parcerias com a estatal brasileira e outras grandes companhias, como a mineradora Vale.


"Temos um plano bastante agressivo para investir em exploração no Brasil", afirmou de Madrid à Gazeta Mercantil Javier Moro, diretor de produção e exploração da Repsol YPF Brasil, que hoje tem o segundo maior portfólio exploratório no mar (offshore) no Brasil, atrás apenas da Petrobras.

 

Apesar de não revelar as cifras dos próximos investimentos, é certo que as expectativas de crescimento da empresa miram as gigantes jazidas da camada pré-sal, recém descobertas, e que demandarão altos aportes. "Temos expectativas muito positivas em relação ao potencial das bacias da pré-sal", disse Moro.

 

A empresa participou da descoberta de dois campos da promissora região localizada em águas ultra-profundas (Guará e Carioca, ambos localizados na bacia de Santos) e, em alguns anos, começará a explorá-los.

 

"Para trabalharmos na região, nós temos parcerias, principalmente com a Petrobras. Mas vamos manter parcerias com muitas companhias", comenta o executivo.

 

No campo Carioca, situado no Bloco BM-S-9, o operador é a Petrobras com 45%. A Repsol detém 25% de participação e a British Gas (BG), 30%. Em Guará a formação do consórcio é bem semelhante: 45% para a Petrobras, 30% para a BG e 25% para a Repsol. Na promissora bacia de Santos, a empresa lidera, junto com a Petrobras, a atividade exploratória, participando em 19 blocos - 9 deles como principal operadora.

 

Questionado sobre a possível criação de uma nova empresa estatal para explorar o pré-sal e sobre as mudanças no marco regulatório do setor, Moro diz confiar na iniciativa do governo federal.

 

"Nós entendemos que o governo sabe o que vai fazer, mas a única coisa que sabemos é que vai mudar um pouquinho a lei", disse o diretor de produção e exploração da Repsol.

 

"Qualquer alteração será boa para o País e para os investidores, mas a Repsol não tem uma opinião formada porque o assunto ainda é muito prematuro", completou o executivos. Porém, ele afirma que "evidentemente, a situação atual é boa".

 

O executivo salientou a importância do Brasil para os negócios mundiais da empresa. "O Brasil tem muita importância para o grupo Repsol, não somente no setor de exploração e produção, mas em outros segmentos", afirmou.

 

"Posso até dizer que é um dos países mais importantes do nosso portfólio", acrescentou Moro. O executivo salientou que a importância do País para o grupo não se iniciou com as descobertas da camada pré-sal. "A potência da pré-sal se deu depois dos nosso investimentos em águas profundas", disse.

 

Única companhia estrangeira privada integrada em todas as cadeias de petróleo no Brasil, a Repsol atua, além do setor de exploração, no segmento de produção, refino, comercialização de lubrificantes, distribuição de combustíveis, com mais de 300 postos, e no mercado de Gás Liquefeito de Petróleo?): (GLP).

 

Na área de refino, a estrangeira detém a participação de 30% na Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas (RS), e de 31,13% na Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, resultando numa capacidade total de refino de 58 mil barris/dias.

 

A companhia soma atividades em mais de 30 países e é líder de mercado na Espanha e Argentina.

 

Apesar de a Repsol produzir petróleo no Brasil desde abril de 2006, com a plataforma P-50, no campo de Albacora-Leste, onde tem 10% de participação com a Petrobras, será só neste ano que a empresa irá perfurar seu primeiro poço como operador.

 

O campo é chamado de Panoramix e está no bloco BM-S-48, que fica a 290 quilômetros da costa de Niterói, local onde estará baseada toda a operação da Repsol.

 

"Esperamos extrair principalmente gás natural deste campo", disse Moro, que ressaltou a deficiência do País em relação a este insumo.

 

"Na própria pré-sal nós sabemos que vamos achar gás, porque o gás é associado ao petróleo. Na pré-sal, a quantidade deve ser expressiva já que o petróleo dos campos é leve (o que indica um maior volume de gás)", detalhou o diretor.

 

O primeiro poço perfurado pela Repsol no Brasil foi adquirido na Rodada Zero, logo depois da abertura do petróleo no Brasil. A perfuração foi iniciada em 1999.

 

O executivo da companhia espanhola conta que, nesta semana, chegou ao Brasil a sonda semi-submersível Sovereign Explorer (Sovex), da Transocean, para iniciar a campanha de perfuração dos poços operados pela Repsol, na bacia de Santos.

 

A unidade foi contratada por dois anos pela espanhola e tem capacidade de operar em lâmina d''água de até 1.280 metros, podendo perfurar até 8.902 metros de profundidade. "Neste ano vamos perfurar outros dois poços na bacia de Santos. E em 2009, vamos iniciar a operação em outros três poços na bacia de Campos", afirmou. O consórcio do campo Panoramix é operado pela Repsol, com 40% de participação, e tem como sócias a Petrobras (35%), a Woodside (12,5%) e a companhia Vale do Rio Doce (12,5%).

 

"A Vale é estrategicamente um bom investidor", comentou Moro. O executivo afirmou que a Vale quer crescer na sua especialidade, que é a mineração, mas, para ele, o petróleo é um negócio similar, já que trata-se de matéria-prima.

 

"A Vale entra nos consórcios como minoritária e a maior parte das parcerias sempre fica para as empresas do ramo petrolífero, que são mais experientes.

 

E eu acho que essa é uma boa estratégia: entrar como minoria, aprender, e depois possivelmente ser operador", afirmou, acrescentando: "Acho que a Vale, no curto prazo, se manterá como minoria nas parcerias".



Fonte: Gazeta Mercantil
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