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Combustíveis

Coimex faz álcool na Jamaica a partir de tecnologia Dedini

08/11/2004 | 00h00

A Coimex Trading, do grupo Coimex, com sede em São Paulo, começará a produzir álcool na Jamaica em fevereiro de 2005. Com investimento de US$ 10 milhões, a empresa está construindo uma destilaria no país caribenho, com tecnologia da indústria brasileira Dedini, que permitirá a transformação de álcool hidratado em anidro. O hidratado sairá do Brasil, e o objetivo é vender o anidro "jamaicano" no mercado americano, afirmou ao Valor Clayton Hygino de Miranda, presidente da trading.
A Coimex quer ser beneficiada pela Iniciativa da Bacia do Caribe (Caribbean Basin Initiative), programa criado na década de 80 para estimular o desenvolvimento das indústrias da região do Caribe. Por meio desse acordo, os caribenhos podem exportar, com isenção de impostos, até 7% da demanda interna dos EUA por álcool, equivalente atualmente a cerca de 800 milhões de litros.
Segundo Hygino, a capacidade desta destilaria será, em uma primeira fase, de 150 milhões de litros por ano. "Em um ano e meio, dobraremos a produção", disse.
Os investimentos da Coimex no Caribe são atribuídos ao bom potencial de produção na região, que hoje está bem abaixo do volume que pode ser exportado aos Estados Unidos com isenção de imposto. A gigante americana Cargill recebeu, este ano, várias críticas dos produtores de milho americanos por tentar fazer um investimento parecido. A múlti sinalizou que poderia investir uma destilaria em El Salvador para exportar o álcool para os EUA.
Para exportar álcool direto para os EUA, existe a cobrança de uma tarifa "ad valorem" de 2,5%, mais US$ 0,52 centavos por galão (3,7 litros), o que torna as negociações inviáveis. Neste ano, entretanto, os altos preços do petróleo compensaram algumas transações diretas brasileiras.
De olho no potencial mercado de álcool nos EUA, que gira em torno de 13 bilhões de litros, a Dedini estuda desenvolver tecnologia para a produção de álcool a partir do milho - principal matéria-prima para a produção do combustível naquele país, segundo José Luiz Olivério, vice-presidente de negócios da Dedini.
Fundada em 1920, a Dedini Indústria de Base S/A, que tem capital 100% nacional, mantém em sua sede em Piracicaba (SP) uma indústria voltada à construção de equipamentos para a produção de açúcar e álcool.
Neste ano, a empresa deverá encerrar o ano com faturamento de US$ 150 milhões, dos quais 40% serão provenientes do setor sucroalcooleiro. Em relação ao ano passado, a receita será 36% maior. "Nossas projeções para 2005 são de um faturamento de US$ 200 milhões", afirmou Olivério. Além do setor sucroalcooleiro, a Dedini desenvolve equipamentos para indústrias de alimentos e bebidas, além de caldeiras para co-geração de energia a partir do bagaço de cana e equipamentos para siderurgia.
O crescimento da empresa tem forte respaldo nas exportações para as indústrias de açúcar e álcool. Neste ano, as receitas com exportações devem ficar em R$ 40 milhões, o dobro do ano passado. "Temos atuação em toda a América, com exceção do Canadá", afirmou o executivo.
Segundo ele, os negócios da Dedini realizados nos Estados Unidos foram em vendas de equipamentos para usinas de açúcar da região da Flórida. "São equipamentos para o tratamento do caldo da cana de açúcar". Na Índia, a Dedini fechou um contrato no ano passado para dar consultorias em tecnologia sucroalcooleira para aquele país.
Neste ano, a Dedini construiu sua primeira usina para processar biodiesel. Por enquanto, disse Olivério, esta tecnologia está restrita ao mercado interno.



Fonte: Valor Econômico
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