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Internacional

CNOOC faz oferta para compra da Unocal e entra em disputa com a Chevron

23/06/2005 | 00h00

Uma das maiores empresas estatais de petróleo da China  fez uma oferta de US$ 18,5 bilhões nesta quinta-feira pela Unocal, sinalizando a primeira grande batalha de uma companhia chinesa por um corporação norte-americana.
A oferta da China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) pode ser uma linha divisória no comportamento corporativo chinês e demonstra a crescente influência das táticas de ofertas públicas para aquisição de empresas de Wall Street na Ásia.
73% das reservas de  gás natural da Unocal estão na Ásia, sua plataforma é localizada no Golfo da Tailândia.
 A oferta é também o símbolo mais recente do poderoso crescimento econômico da China e da ambição de suas grandes corporações, particularmente na área de recursos energéticos, que eles necessitam desperadamente para continuar com seu rápido crescimento. 
A oferta da CNOOC, que foi feita dois meses depois da Unocal concordar com a venda para a Chevron, uma gigante norte-americana, por US$ 16,4 bilhões, pode incitar a um custoso leilão sobre a empresa californiana, a Unocal, uma grande companhia independente. A CNOOC diz que sua oferta representa um prêmio de cerca de US$ 1,5 bilhão sobre a valor do acordo coma Chevron depois da quebra da taxa de US$ 500 milhões.
Além do mais, a atitude tem o objetivo de provocar o debate em Washington sobre as políticas de comércio exterior com a China e o papel dos dois governos no crescente número de acordos entre companhias dos dois países.
Esta semana, um consórcio de investidores liderados pelo Haier Group, uma das maiores empresas da China, se propôs a adquirir a Maytag Corporation por aproximadamente US$ 1,3 bilhão, ultrapassando uma oferta de um grupo de investidores norte-americanos.
Recentemente, a Lenovo, a maior fábrica de computadores da China completou seu acordo de US$ 1,75 bilhão com a área de negócios de computadores pessoais (PC) da IBM, criando a terceira maior empresa de computadores do mundo, depois da Dell e da Hewlett-Packard.
Depois de anos atraindo bilhões em investimentos internacionais e virtualmente transformado o próprio país no maior chão-de-fábrica do mundo, a China surge para estimular o crescimento de suas próprias corporações na baliza do capitalismo. China quer participar na cena mundial e para isso necessita ter seus próprios recursos energéticos, suas próprias corporações multinacionais e suas próprias marcas de corporações.
Algumas das maiores companhias chinesas estão hoje buscando, tentando abocanhar os tesouros globais.
"Se há um ativo a venda em qualquer lugar do mundo, as pessoas estão pensando na China, particularmente se há um elemento de manufatura envolvido", diz Colin Banfield, dá área de fusões e aquisições do Credit Suisse First Boston na Ásia. "E se há dois acordos para este ano, nenhum vai duvidar da credibilidade das corporações chinesas."
Os acordos e disputas são mais notáveis porque envolvem companhias chinesas comprando multinacionais norte-americanas em uma série de transações que serão uma alegria para os advogados ocidentais e bancos de investimento,  muitos dos que têm centenas de milhões de dólares apostados no crescimento da China.
Além disso, a CNOOC está avisada por uma tropa de choque de banqueiros do Goldman Sachs, J. P. Morgan Chase e N M Rothschild & Sons of Britain. Em resposta, a Unocal disse, em um comunicado, que sua equipe vai avaliar a oferta, mas que a recomendação de acordo com a Chevron continua tendo efeito.
O oferta da CNOOC está encarando uma crescente batalha, com obstáculos que provavelmente vão crescer acima do habitual em disputas entre companhias. Além do mais, os legisladores em Washingon estão questionando se a administração Bush deveria intervir para bloquear o leilão pela Unocal, que foi fundada em 1890 como Union Oil Company of California.
Dois representantes republicanos da Califórnia, Richard W. Pombo e Duncan Hunter, escreveram uma carta na última semana ao presidente Bush, depois das especulações sobre o acordo ganhassem mais corpo, solicitando que a transação fosse incluída urgentemente no campo da segurança nacional.
Eles escreveram: "Como as panorama de energia global se altera,  acreditamos que é fundamental  entender as implicações dos interesses norte-americanos e mais específicamente, no que se refere à busca do governo chinês por recursos energéticos mundiais. Os Estados Unidos precisa atingir suas necessidade de energia de acordo com o contexto de nossa agenda de política externa, segurança nacional e segurança econômica."
O secretário de energia, Samuel W. Bodman, disse que no encontro do Conselho Nacional de Petróleo, na última quarta-feira, que a revisão do governo sobre o acordo seria "um assunto realmente complexo", de acordo com a Reuters.
Em Beijing, Liu Jianchao, um porta-voz do Ministro Exterior, disse a repórteres na terça-feira que "isso é um informe corporativo", de acordo com a Bloomberg Nees. "Não posso comentar neste caso individual", disse Liu, "mas posso dizer que encorajamos os EUA a deixar que relações comerciais normais tomem lugar, sem  interferência política".
A TCL, uma empresa chinesa que começou a fazer fitas cassette em 1981, é, de repente, a maior fábrica de television set, depois da aquisição, em julho passado no negócio de televisão da Thomson of Frande, que foi proprietária da antiga RCA brand.
As companhias chineses ainda têm um longo caminho a percorrer antes se tornarem gigantes globais que possam competir de igual para igual com Toyota, Siemens ou General Electric. A maioria dos acordos com a China são de valores pequenos, entre US$1 bilhão e US$2 bilhões - quando comparados com os grande acordos entre Europa e Estados Unidos.
A CNOOC está interessada na Unocal, menos por sua exploração e produção na América do Norte que por suas enormes reservas na Ásia.  27% das reservas provadas da Unocal e 73% de suas reservas provadas de gás natural estão na Ásia, de acordo com Merril Lynch.
Para a realização do empreendimento, a CNOOC precisa persuadir os acionistas da Unocal a votar contra o acordo com a Chevron. O novo acordo seria apresentado ao voto dos acionistas.
Ainda que a CNOOC ofereça US$ 1,5 bilhão a mais do que a Chevron, alguns acionistas podem continuar decididos de que o processo de revisão regulatória e o tempo requerido para completar o acordo com a CNOOC apresentaria grandes riscos, considerando o tamanho da oferta.
Chevron, que poderá aumentar seu lance para alcançar a CNOOC, está correndo para completar seu acordo e submetê-lo ao voto dos acionistas ainda em agosto. A companhia não fez nenhum comentário específico sobre a oferta chinesa.
Com a oferta da CNOOC, as ações da Unocal foram valorizadas a US$ 67.  A oferta da Chevron resulta na valorização da  Unocal a US$61,26 por ação, baseado no preço de fechamento da Chevron na quarta-feira, a US$ 58,27 por ação. As ações da Unocal saltaram 2,2%, para US$ 64, 85, devido a antecipação dos investidores de aceitação da oferta maior.
Na carta da CNOOC para a Unocal, it went to great lengths para dizer que essa oferta foi amigável, ainda que não tenha sido solicitada. "Está proposta amigável de compra é uma oferta superior para os acionistas da Unocal", escreveu Fu Chengyu, presidente e chefe executivo da CNOOC.
Tentando mitigar as dificuldades em Washington, CNOOC promete continuar as práticas da Unocal de vender todo o petróleo e gás produzido nos Estados Unidos de volta a consumidores no país. A companhia chiensa também disse que iria manter os empregados da Unocal no Estados Unidos.



Fonte: Redação-NewYorkTim
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