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Sul

Cidades disputam terminal de GNL da Petrobras

15/07/2008 | 08h37

Florianópolis - Ficou mais acirrada ainda a disputa entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul para sediar o terceiro terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Petrobras, orçado em US$ 300 milhões. Ontem, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) recebeu a diretora de Gás e Energia da estatal federal, Maria das Graças Foster, que fez uma exposição dos critérios a serem atendidos para a instalação do empreendimento. A mesma palestra será feita hoje em Porto Alegre, na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), onde a executiva participa de evento similar.

 

Foster adiantou, porém, que São Francisco do Sul apresenta boas condições técnicas e econômicas, mas a elaboração do projeto depende de outras definições. Segundo ela, a implantação do terceiro terminal dependerá do resultado do leilão de energia nova que contratará a demanda do mercado em 2013 (denominado A-5). "Já assinamos alguns compromissos com geradores para esse leilão. Dependendo do resultado, precisaremos correr atrás de mais gás para atender os contratos". A diretora da Petrobras afirma que a necessidade de 3 milhões de metros cúbicos por dia de gás já justifica o investimento.

 

O terceiro terminal integra o planejamento estratégico da companhia até 2012, no qual a estatal prevê importar para o Brasil 34 milhões de metros cúbicos por dia de GNL. Desse volume, 20 milhões de metros cúbicos/dia são relativos ao terminal do Rio de Janeiro, 7 milhões de metros cúbicos/dia da unidade de Pecém (CE) e outros 7 milhões de metros cúbicos/dia do terceiro terminal. Foster calcula o preço do gás importado de US$ 15 o milhão de BTU.

 

O gás natural vai atingir 15% de participação na matriz energética brasileira em 2030 - hoje representa 9,6% - e o volume atual de 134 milhões de metros cúbicos/dia vai praticamente duplicar. "É o grande driver da economia mundial". A produção brasileira foi de 61,77 milhões de metros cúbicos/dia em 07 de julho de 2008.

 

O gás natural boliviano é a única fonte disponível hoje para a região Sul e não atende as demandas previstas para 2012 e a previsão da Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás) é de que o consumo atual de 7,5 milhões de metros cúbicos/dia dos três estados aumente para 14,6 milhões metros cúbicos/dia em 2012. A Fiesc argumenta que, além do conjunto de novas empresas, terminais e portos que estão se instalando em Santa Catarina, há um projeto de termelétrica no Norte catarinense de R$ 860 milhões e geração de 400 megawatts (MW), que consumirá 2 milhões metros cúbicos/dia.

 

Do lado gaúcho, um dos principais argumentos é o fato de que o Gasoduto Bolívia-Brasil, que deveria assegurar o transporte da quantidade adicional de gás caso o terminal fosse implantado em São Francisco do Sul (SC), tem formato telescópico. Depois de cruzar a fronteira com diâmetro de 32 polegadas, vai afinando: chega a São Paulo com 24, a Santa Catarina com 18 e ao Rio Grande do Sul com 16 polegadas. Uma eventual ampliação, segundo estudo elaborado pela consultoria Gás Energy, teria alto custo e enfrentaria barreiras ambientais - ao entrar no Rio Grande do Sul e cruzar a Serra. O relatório estima um mercado potencial para o GNL em 15,1 milhões de metros cúbicos/dia. O cálculo leva em conta um fornecimento de 2,2 milhões de metros cúbicos para Santa Catarina, invertendo o fluxo do Gasbol.

 

Já a SCGás defende que o diâmetro do gasoduto Bolívia-Brasil em Santa Catarina é suficiente para dar vazão de até 7,5 milhões metros cúbicos/dia de gás em direção ao Paraná e o mesmo volume para o Rio Grande do Sul. Além disso, o empreendimento ficaria a apenas 40 quilômetros da rede da SCGás, de onde seria distribuído. No Rio Grande do Sul há dois projetos em análise, um em Tramandaí e um no porto de Rio Grande, sendo este último o que até agora apresentou maior viabilidade.



Fonte: Gazeta Mercantil
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