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Energia Nuclear

China e Alemanha já sinalizam com revisão de seus programas nucleares

14/03/2011 | 09h38
A expansão do uso de energia nuclear pelo mundo pode ser alvo de maior escrutínio e ceticismo, num momento em que o mundo vê o Japão enfrentar uma crise em seus reatores, disseram analistas e autoridades dos países que usam essa matriz energética.


"Isso obviamente é um revés significativo para o chamado 'renascimento nuclear'", disse Peter Bradford, ex-membro da Comissão de Regulação nuclear dos EUA. "A imagem de uma usina nuclear explodindo diante de seus olhos pela tela da TV é inédita."


Para Robert Alvarez, pesquisador do Institute for Policy Studies, de Washington, e ex-assessor do Departamento de Energia dos EUA, "todos esses eventos devem certamente causar algum tipo de revés [para o renascimento nuclear mundial]".


O senador independente Joe Lieberman, que chefia a Comissão de Segurança Interna do Senado dos EUA, disse que o país deveria desacelerar a construção de novas usinas nucleares até que as autoridades pudessem estudar melhor a situação do Japão e sugerir mais medidas de segurança.


Na Alemanha, a premiê Angela Merkel ordenou uma verificação de emergência em todos os 17 reatores do país, enquanto dezenas de milhares de manifestantes protestaram contra o uso da energia nuclear pela maior economia da Europa.


O governo pretende estender a permissão de funcionamento de dez dos reatores do país. Entretanto Merkel disse que os eventos no Japão marcam "um momento decisivo" no mundo e prometeu transformar a segurança nuclear em sua maior prioridade. "Todo o resto deve ser submetido a isso."
 

A China pode considerar os efeitos do acidente nuclear no Japão enquanto completa seus planos energéticos para o período de 2011 a 2015, disse Xie Zhenhua, vice-presidente da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento chinesa. "Com certeza aumentaremos o rigor na reavaliação da segurança nuclear e do monitoramento das usinas", disse ele, em Pequim.


A China está triplicando o seu número de reatores, construindo 27 unidades que serão acrescentadas às 13 atualmente em operação, segundo dados da World Nuclear Association.


A Índia, que quer multiplicar por 13 sua capacidade de geração nuclear, vai reconsiderar seus planos, segundo a própria estatal de energia nuclear indiana. "Esses eventos no Japão podem significar um grande retrocesso em nosso programa", disse Shreyans Kumar Jain, presidente da Corporação de Energia Nuclear da Índia, que tem o monopólio de geração atômica no país. "Nós e o Departamento de Energia Atômica vamos revisar toda a coisa, inclusive nossos planos para novos reatores, depois de recebermos mais informações vindas do Japão."


Há 442 reatores nucleares em todo o mundo e eles são responsáveis por 15% da geração global de energia, segundo a World Nuclear Association, baseada em Londres. Há planos para a construção de outros 155 reatores no mundo, a maior parte deles na Ásia. Atualmente, há 65 reatores em construção, disse a associação que reune grandes empresas do setor.


Um terço da geração de energia do Japão vem de seus 54 reatores. Dois outros estão em construção e 12 mais estão planejados.


A explosão do reator número 1 da usina Fukushima Daiichi feriu quatro pessoas no sábado.


O reator número 3 também passa por problemas e o governo japonês confirmou ontem de que havia a possibilidade de uma explosão de hidrogênio.


Fonte: Valor Econômico
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