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Indústria química

Chevron fechará fábrica de aditivo no pólo do ABC

27/01/2005 | 00h00

A ChevronTexaco anunciou ontem que fechará a fábrica de produção de aditivos em Mauá (SP), instalada desde 1980 no pólo petroquímico do ABC paulista.
A Chevron Oronite, a subsidiária da empresa americana, alegou que a desativação da unidade busca melhorar a estrutura global de produção e maximizar o uso da capacidade das outras fábricas de maior porte.
"A decisão está ligada à otimização das capacidades da empresa no mundo", disse o presidente da Chevron Oronite do Brasil, Aldair Colombo. A desativação será concluída até o fim deste ano.
A fábrica de Mauá, com capacidade para produzir 35 mil toneladas de aditivos por ano, compra óleo da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, e mistura com produtos químicos. O produto, que serve como matéria-prima para a indústria de lubrificantes, é exportado para toda a América Latina. Entre os clientes, estão empresas como a própria Texaco, assim como Esso e Petrobras.
Agora, a Chevron Oronite passará a importar os aditivos acabados. A empresa deve manter sua estrutura comercial e já montou um grupo de transição para buscar alternativas para o recebimento das mercadorias. Estuda-se a possibilidade de uso de um terminal no porto de Santos para atender o mercado brasileiro. Não estão definidos ainda quais unidades vão fornecer os produtos importados. A empresa possui fábricas próprias nos EUA, França e Cingapura, além de joint-ventures na Índia e México.
Segundo Colombo, a decisão da matriz não vai na contramão da expansão em curso do pólo petroquímico do ABC paulista. "Não há relação, porque não compramos produtos petroquímicos, apenas químicos", disse Colombo.
Com a desativação da fábrica da Chevron Oronite, a Lubrizol do Brasil, controlada pela empresa americana de mesmo nome, passa a ser a única fabricante de aditivos para lubrificantes no país. A empresa possui uma fábrica em Belford Roxo (RJ), na Baixada Fluminense.
Em 2003, a Chevron Oronite teve receita líquida de R$ 158 milhões, cerca de 30% maior do que no ano anterior. A empresa emprega 127 pessoas, das quais quase 80 na área industrial. Segundo Colombo, a empresa não definiu ainda quantos empregados serão demitidos, mas disse que está sendo montado um pacote de indenização "competitivo".
Em 2002, uma falha operacional no sistema de resfriamento do reator da fábrica provocou a emissão de fortes odores na região do ABC. Na época, a Cetesb, a agência ambiental de São Paulo, multou a empresa em R$ 105 mil. Na semana passada, a Cetesb foi informada pela direção da empresa sobre a decisão de fechamento da fábrica.



Fonte: Valor Econômico
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