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Energia

Chávez anuncia US$ 5 bi em investimentos no setor energético da Venezuela

08/04/2010 | 09h12

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou que vai investir mais de US$ 5 bilhões no setor energético. O objetivo é aplicar os recursos na instalação de usinas para a geração e distribuição de eletricidade no país. Desde o final do ano passado, os venezuelanos vivem uma intensa crise energética que tem provocado apagões, racionamento e medidas de emergência.

 

As informações são da imprensa oficial da Venezuela, a Agência Bolivariana de Notícias (ABN). Segundo Chávez, serão investidos cerca de 17,8 milhões bolívares na instalação de cada unidade de distribuição de energia.

 

No caso das usinas, a previsão é que a partir de sua instalação, elas passem a gerar 74,6 megawatts. Chávez estima que neste mês outras plantas estarão prontas, como Caicara do Orinoco, Carupoano, Yaguaraparo Achaguas Monay e I e II.

 

Em em maio, o presidente venezuelano planeja a instalação de mais sete usinas que devem elevar a geração de energia para o fornecimento de 125 megawatts distribuídos pelo Sistema Eléctrico Nacional (SEN). As usinas que deverão ser concluídas em maio são Cunaviche, El Pinal, La Concepción, La Riaza Cúpira, Las Hernández, Cojoro, Barinas I e II, a mentira, entre outros.

 

As dificuldades no setor energético na Venezuela se acentuaram no ano passado. Em dezembro de 2009, o presidente foi à televisão informar sobre as dificuldades por causa da falta de chuva. Houve redução dos níveis da água na barragem Guri – a principal do país. Nessa barragem está o complexo que produz 70% da eletricidade na Venezuela. O governo brasileiro ofereceu apoio a Chávez por meio do envio de técnicos e troca de tecnologia.

 

Ele se viu obrigado a anunciar planos de racionamento de energia, principalmente nas grandes cidades, como Caracas e Mérida. Além da falta de eletricidade, os venezuelanos se queixam do desabastecimento de mercadorias básicas, como leite e manteiga.

 

Com uma economia baseada no petróleo e derivados, o governo da Venezuela avalia que é mais viável importar algumas mercadorias do que produzir baseado no déficit da oferta de alimentos e de outros bens e serviços.

 



Fonte: Agência Brasil
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