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Indústria Naval

Cerca de mil funcionários do Estaleiro Atlântico Sul entram em licença remunerada

21/11/2011 | 16h19
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que já demitiu cerca de 400 operários no último dia 10, impôs licença remunerada a mais mil funcionários. O número, que não é confirmado pelo EAS, é estimado pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, Alberto Alves dos Santos.

De acordo com o sindicato, não há uma precisão sobre o número de demissões, e nada foi resolvido na reunião que aconteceu no último dia 16 entre representantes dos trabalhadores, do estaleiro e do governo do estado, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

Segundo Santos, as discussões não avançaram porque o estaleiro não levou corpo técnico ao encontro para que ficasse claro a quantidade necessária de mão de obra para a construção das próximas embarcações, e quantas embarcações serão construídas simultaneamente daqui em diante. O representante da EAS teria prometido uma resposta para os próximos 30 dias, período no qual vence a licença remunerada dada aos trabalhadores do estaleiro.

Existe uma especulação sobre os desligamentos estarem ligados ao atraso de quase dois anos na conclusão do João Cândido, primeiro petroleiro produzido pelo EAS, que estaria prejudicando o fluxo de caixa e gerando prejuízo. Mas o estaleiro afirma que os afastamentos são pela finalização do petroleiro João Cândido e do casco da plataforma P-55, ambos com entrega prometida para dezembro deste ano.

A empresa argumenta que o atraso nas entregas, por sua vez, seria reflexo da necessidade de treinamento de mão-de-obra local não qualificada, e não a erros de projetos motivados pela pressa de lançar a embarcação ainda durante o governo Lula - o que de fato aconteceu (a embarcação voltou depois para o estaleiro).

A Petrobras informou que os pagamentos pelas encomendas de seu Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) são liberados na medida em que avança a construção de cada navio. De cada parcela, a Transpetro fica responsável por 46% (10% próprios, 36% do Fundo da Marinha Mercante - FMM). O estaleiro arca com os outros 54% (8% vindos do próprio bolso, o restante do FMM).

Quando o navio é entregue, a Transpetro assume todo o financiamento com o FMM e cobre os 8% desembolsados pelo estaleiro durante a construção. De acordo com a estatal, 92% do João Cândido já foi pago.


Fonte: Redação/ Agência
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