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Biocombustíveis

Centro-Oeste vai ganhar sua 1ª usina de biodiesel

24/04/2006 | 00h00

A Cooperativa Agro Industrial do Centro-Oeste do Brasil (Coabra), em parceria com a Ampa (entidade que reúne os cotonicultores do Mato Grosso) e com a Aprosoja (que representa os produtores de soja do Estado), deverá instalar a primeira usina de biodiesel da região Centro-Oeste do país até o início de 2007. O local já foi definido: a fábrica de óleos vegetais da Bunge localizada em Cuiabá, desativada desde outubro do ano passado.

A unidade terá capacidade para produzir 400 toneladas (400 milhões de litros) por dia, e o biodiesel poderá ser feito a partir de soja, algodão ou girassol. "O objetivo é produzir biodiesel puro para ser usado nas fazendas pela frota de tratores dos agricultores e pelos caminhões que fazem o transporte dos grãos e da pluma dentro da região Centro-Oeste", afirma João Luiz Ribas Pessa, presidente da Associação MatoGrossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

Os parceiros também finalizam estudos de viabilidade econômica para construir ao lado da fábrica uma unidade de transesterificação - processo óleo vegetal, para que possa ser usado como combustível. "Essa é a parte mais cara do projeto, que demandará um investimento próximo a R$ 35 milhões", avalia Pessa. Segundo ele, outras esmagadoras de Cuiabá também demonstraram interesse em participar do projeto.

Gilberto Goellner, um dos produtores cooperados da Coabra, diz que o custo com diesel está na faixa de US$ 100 por hectare de soja e o uso do biodiesel pode reduzir o valor para US$ 66. "Para o Mato Grosso, o impacto da adoção do biodiesel B100 significaria uma economia de US$ 180 milhões e daria uma utilidade à soja que está estocada", avalia. Goellner observa que a legislação vigente proíbe a utilização do B100 para uso comercial, sendo permitido apenas pesquisas com o combustível. "A mistura do B2 não traz diferença significativa no preço do combustível. Para o setor agrícola, não resolve nada".

Luis Alberto Sardenberg, diretor da Coabra, diz que o pedido de licença para instalação da usina já foi feito junto à Agência Nacional de Petróleo (ANP) e aguarda aprovação. A Coabra reúne 370 produtores e 16 cooperativas no Mato Grosso. A cooperativa responde por 3,5 milhões dos 6 milhões de hectares de soja plantados no Estado, e hoje exporta toda a sua produção.

Procurada, a Bunge não se manifestou sobre a transferência de sua fábrica.



Fonte: Valor Econômico
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