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Gás natural

Centro de pesquisa brasileiro em gás investe em estudos de CCS

02/10/2017 | 09h32

O Fapesp-Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), centro de pesquisa voltado para inovações em gás, anunciou a criação de um novo programa com mais 16 projetos, que vão se somar aos 29 já existentes no portfólio da instituição. O novo programa trata basicamente de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) que, segundo o diretor científico do RCGI, Julio Meneghini, tem importância crescente no cenário de redução de emissões que se desenha para as próximas décadas.

"O petróleo, o gás natural e o carvão perfazem, respectivamente, 31,1%, 21,4% e 28,9% da matriz energética mundial. Mesmo que quintuplicássemos o uso de biocombustíveis, isso não seria suficiente para cumprir as metas climáticas acordadas em Paris na última Conferência do Clima. Por isso, as tecnologias de CCS são tão importantes, " afirmou Meneghini.

De acordo com ele, com esse quarto programa, aos atuais 150 pesquisadores do RCGI vão se juntar mais 100, entre professores, pós-docs, doutorandos, mestrandos e alunos de iniciação científica. "Estamos entrando em uma fase de investigar soluções que serão aplicadas em escala global", resume Meneghini.

Camila Brandão, representante da Shell no quadro do Comitê Executivo do RCGI, afirma confiar no investimento feito no Centro: "Temos uma grande expectativa na parceria com o RCGI. Nossa ambição é desenvolver tanto expertise interna como parcerias que habilitem o centro a participar de todas as etapas da cadeia tecnológica do petróleo e do gás: o desenvolvimento de um novo produto e sua disponibilização comercial no mercado."

Entre as novas pesquisas do RCGI, destacam-se diversos temas, incluindo estudos sobre construção de cavernas de sal para estocagem e separação de CO2 e CH4 na região do pré-sal; sobre avaliação dos impactos ambientais de atividades de captura e estocagem de carbono no Brasil; e sobre as perspectivas do armazenamento de carbono em reservatórios de petróleo não convencionais "onshore" e em bacias sedimentares "offshore" do Sudeste do Brasil.



Fonte: Redação/Assessoria
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