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Estimativa

CE pode ser autossuficiente

17/08/2010 | 10h19
A estimativa estadual é que a matriz de geração elétrica do Ceará em 2025 tenha mais de 80% de sua energia gerada por fontes renováveis. O estudo de 2008 foi realizado pela Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinf), com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a estimava é de que parte do produzido será através de energia solar, usinas eólicas e termoelétricas.


Os dados foram apresentados ontem, durante a palestra "Energia sustentável para o desenvolvimento do semiárido", na convenção Icid+18, pelo coordenador de energia e comunicação da Seinf, Renato Rolim. De acordo com ele, o Estado irá rever o uso de termoelétricas na geração de energia por conta dos impactos delas no meio ambiente.


Rolim ainda ressaltou o pioneirismo cearense, que desde 1990 investe no setor, e apontou a busca por soluções para reduzir o impacto do custo e da insegurança do abastecimento de energia por fontes renováveis. Segundo ele, o potencial eólico brasileiro (143,5 GW) tem mais de 50% localizado na região Nordeste (75 GW).

"Hoje, pela interligação do sistema, podemos dizer que consumimos energia de qualquer fonte, em qualquer lugar", afirma Rolim.


O parque eólico que o Ceará dispõe na atualidade tem capacidade de produzir, segundo dados da Seinf, 517,93 MW de energia, o que, comparado aos custos na produção de energia em hidrelétricas, economizaria um volume anual de 2,1 bilhões de metros cúbicos de água, 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano, além de poupar os investimentos em linha de transmissão (R$ 163 milhões) e geração de energia (R$ 336 milhões).


Dificuldades
 
 
Uma das principais dificuldades enfrentadas por esses tipos de energia, apontada pelo professor estadunidense Larry Simpson, está na sazonalidade dos recursos.
"Tem de haver uma capacidade de armazenamento para ser utilizada quando há mais necessidade, pois só é energia solar quando o sol está forte e só é energia eólica quando o vento está forte", enfatiza.
 
 
Para Emílio Revere, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a metodologia de trabalho empreendida ao longo do anos no Semiárido brasileiro, além de não contemplar o pequeno agricultor familiar, implantou "técnicas obsoletas". "É muito difícil um agricultor pequeno, familiar acessar crédito no setor quando as políticas públicas não são integradas e não o ajudam", enfatiza Revere.


Segundo dados do projeto Adapta Sertão, apresentado por ele na palestra, há de se desenvolver uma estratégia de adaptação da mudança climática com os habitantes das regiões semiáridas, que preparem as pessoas para um futuro com temperatura mais elevadas e secas mais recorrentes.


No projeto apresentado por Revere, o método empregado no sertão baiano fez com que os moradores da cidade desenvolvessem uma consciência socioambiental, com eles desempenhando um papel de produtores e fornecedores, além de conquistarem acesso ao crédito e comercialização da produção.


Desse modo, enquanto os produtores não envolvidos no Adapta Sertão amargavam 50% de redução na produção durante o período de seca, a cooperativa perdia 10%, segundo Revere.


Desenvolvimento
 
Marcelo Poppe, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE),ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, ressalta a importância de desenvolver tecnologias apropriadas para a geração de energias renováveis o suficiente para suprir a necessidade do País.


De acordo ele, atualmente, apenas 3% da demanda nacional por energia é suprida por fontes renováveis. "Em geral a produção com essas fontes custa mais caro que com (usinas) termoelétrica e hidrelétrica, quando não era pra ser assim", lamenta Marcelo.




Fonte: Diário do Nordeste (CE)
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