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Opep

Cartel não pode conter o petróleo

21/05/2004 | 00h00

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, responsável por cerca de um terço da produção mundial, está sem condições de conter a recente disparada do preço do produto. O presidente do cartel, o indonésio Purnomo Yusgiantoro, culpou ontem a especulação por parte da alta, mas reconheceu que pelo menos até julho o grupo pouco poderá fazer para aumentar a oferta, inclusive porque todos os navios petroleiros já estão reservados para o mês que vem. Enquanto isso, analistas vêem com ceticismo os efeitos no mercado da possível elevação em 1,5 milhão de barris diários do teto da cota de produção da Opep em reunião informal neste fim de semana, argumentando que os 11 países integrantes do bloco já estão extraindo 2 milhões de barris por dia acima do limite auto-imposto, de 23,5 milhões.
A expectativa de que o aumento das cotas será aprovado, porém, ajudou a frear a disparada ontem, embora o preço do barril do tipo leve, referência local, tenha permanecido acima de US$ 40 na Bolsa Mercantil de Nova York. No fim dos negócios, a cotação do produto para entrega em junho ficou em US$ 40,92, queda de 1,4% em relação à véspera. No International Petroleum Exchange de Londres, maior mercado de energia do mundo, o barril do tipo Brent, referência internacional, recuou 1,7%, para US$ 37,26.
Segundo Purnomo, o petróleo está se mantendo acima de US$ 40 em Nova York ``por fatores além do poder da Opep``. Entre eles, apontou, o forte aumento da demanda, principalmente nos EUA e na China, e a difícil situação geopolítica no Oriente Médio, somados à ação de especuladores.
- Não é um problema de produção. Os países membros da Opep não podem assumir sozinhos a responsabilidade pelos altos preços do petróleo. Os outros atores, isto é, os países não-membros, os intermediários dos mercados, os especuladores e os consumidores também estão contribuindo para a alta - disse o indonésio.
Purnomo também citou outros problemas que impedem uma queda do preço, pelo menos a curto prazo. Segundo ele, mesmo que o cartel decida aumentar já o teto de produção - o que, alertou, só acontecerá se os ministros de todos os países integrantes comparecerem à reunião paralela ao 9º Fórum Mundial de Energia, que acontece neste fim de semana em Amsterdã -, o petróleo excedente não poderá ser escoado, pois ``os aluguéis (de navios) para junho já estão fechados``. Além disso, contou o indonésio, a Opep já está produzindo ``entre 85% e 90% de sua capacidade total``.
Para piorar o cenário, apontaram analistas, a maior parte da folga na produção do cartel está concentrada na Arábia Saudita, que depende muito da via marítima para suas exportações e é uma das vítimas da tensão geopolítica no Oriente Médio. Assim, não se espera grandes mudanças na oferta que possam levar os preços de volta aos patamares do início do ano, mesmo que a elevação das cotas seja aprovada.
- Será um aumento em barris de cota, não em barris de verdade - disse Nauman Barakat, vice-presidente da Refco Energy Markets.
O presidente dos EUA, George Bush, voltou a afirmar que não lançará mão das reservas estratégicas americanas, apesar de o preço médio da gasolina no país ter passado de US$ 2 pela primeira vez na semana passada.



Fonte: JB, Bloomberg, Reute
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