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Indústria

Carteira de pedidos da indústria de máquinas é a menor da história

22/07/2013 | 11h44

 

O setor industrial era considerado peça-chave para um crescimento mais forte em 2013 diante do arrefecimento do setor de serviços - motor da economia brasileira nos últimos anos. Mas a mudança de humor dos mercados nacional e internacional tem abalado a confiança dos empresários e levado as empresas a postergar e a desistir de projetos pensados para este ano.
O setor de máquinas e equipamentos - termômetro da indústria - sente os efeitos dessa lentidão na retomada dos investimentos. O nível de utilização da capacidade instalada está em 73,97%, quando o ideal seria algo entre 86% e 90%. A carteira de pedidos é de 2,17 semanas, o menor nível da história, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Em setembro de 2008, no início da crise financeira internacional, a carteira estava em 4,46 semanas.
Os indicadores são preocupantes porque revelam que há uma grande ociosidade nas fábricas, resultado de uma baixa demanda pela produção em um setor responsável por abastecer as indústrias do país. "Nunca tivemos uma carteira de pedidos tão baixa como em 2013", confirmou José Velloso, presidente executivo da Abimaq. "A situação mais crítica é a de produtos sob encomenda, principalmente os usados em infraestrutura", revela. Dos 30 subsetores, só o de máquinas agrícolas está com crescimento expressivo.
Exportação baixa
De janeiro a maio, o setor de máquinas e equipamentos faturou R$ 30,812 bilhões, queda de 7,6% em relação ao mesmo período de 2012. A importação tem uma parcela de responsabilidade nisso. Nesse período, houve avanço de 1,5%, para US$ 13,214 bilhões. Já as exportações recuaram 16,4%, para US$ 4,444 bilhões. "O grande problema é a perda de competitividade de toda a indústria de transformação", disse Velloso.
O primeiro trimestre de 2013 até trouxe boas notícias: a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 4,6% ante o mesmo período de 2012. Mas o cenário mudou. A inflação em alta diminuiu o ímpeto do consumo. As manifestações deixaram o cenário político mais incerto, a confiança do empresário começou a cair, e o mercado financeiro também mudou o tom com o Brasil: em junho, a agência Standard & Poor´s alterou a classificação da economia brasileira de estável para negativa.
Recurso externo recua 47%
O ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para a indústria caiu 47% neste ano. Entre janeiro e maio, o setor recebeu US$ 5,8 bilhões, abaixo dos US$ 10,9 bilhões no mesmo período de 2012. Os dados são do Banco Central e foram compilados pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet).
A queda dos recursos para a indústria supera o recuo total de IED para a economia brasileira, que caiu 23% no mesmo período, de US$ 21,7 bilhões para US$ 16,7 bilhões. O setor de serviços foi o único a apresentar crescimento no período, alta de 6% (de US$ 7,5 bilhões para US$ 8 bilhões). A agropecuária teve queda de 7% (de US$ 3 bilhões para US$ 2,8 bilhões).
As principais quedas na indústria foram nos setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-79%), metalurgia (-75%) e produtos químicos (-55%). "O custo médio de capital de giro para uma empresa associada da Abimaq é de 30% a 40% ao ano. Não dá para competir com uma empresa da Alemanha, onde não passa de 3%", disse.

O setor industrial era considerado peça-chave para um crescimento mais forte em 2013 diante do arrefecimento do setor de serviços - motor da economia brasileira nos últimos anos. Mas a mudança de humor dos mercados nacional e internacional tem abalado a confiança dos empresários e levado as empresas a postergar e a desistir de projetos pensados para este ano.


O setor de máquinas e equipamentos - termômetro da indústria - sente os efeitos dessa lentidão na retomada dos investimentos. O nível de utilização da capacidade instalada está em 73,97%, quando o ideal seria algo entre 86% e 90%. A carteira de pedidos é de 2,17 semanas, o menor nível da história, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Em setembro de 2008, no início da crise financeira internacional, a carteira estava em 4,46 semanas.


Os indicadores são preocupantes porque revelam que há uma grande ociosidade nas fábricas, resultado de uma baixa demanda pela produção em um setor responsável por abastecer as indústrias do país. "Nunca tivemos uma carteira de pedidos tão baixa como em 2013", confirmou José Velloso, presidente executivo da Abimaq. "A situação mais crítica é a de produtos sob encomenda, principalmente os usados em infraestrutura", revela. Dos 30 subsetores, só o de máquinas agrícolas está com crescimento expressivo.



Exportação baixa


De janeiro a maio, o setor de máquinas e equipamentos faturou R$ 30,812 bilhões, queda de 7,6% em relação ao mesmo período de 2012. A importação tem uma parcela de responsabilidade nisso. Nesse período, houve avanço de 1,5%, para US$ 13,214 bilhões. Já as exportações recuaram 16,4%, para US$ 4,444 bilhões. "O grande problema é a perda de competitividade de toda a indústria de transformação", disse Velloso.


O primeiro trimestre de 2013 até trouxe boas notícias: a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 4,6% ante o mesmo período de 2012. Mas o cenário mudou. A inflação em alta diminuiu o ímpeto do consumo. As manifestações deixaram o cenário político mais incerto, a confiança do empresário começou a cair, e o mercado financeiro também mudou o tom com o Brasil: em junho, a agência Standard & Poor´s alterou a classificação da economia brasileira de estável para negativa.



Recurso externo recua 47%


O ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para a indústria caiu 47% neste ano. Entre janeiro e maio, o setor recebeu US$ 5,8 bilhões, abaixo dos US$ 10,9 bilhões no mesmo período de 2012. Os dados são do Banco Central e foram compilados pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet).


A queda dos recursos para a indústria supera o recuo total de IED para a economia brasileira, que caiu 23% no mesmo período, de US$ 21,7 bilhões para US$ 16,7 bilhões. O setor de serviços foi o único a apresentar crescimento no período, alta de 6% (de US$ 7,5 bilhões para US$ 8 bilhões). A agropecuária teve queda de 7% (de US$ 3 bilhões para US$ 2,8 bilhões).


As principais quedas na indústria foram nos setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-79%), metalurgia (-75%) e produtos químicos (-55%). "O custo médio de capital de giro para uma empresa associada da Abimaq é de 30% a 40% ao ano. Não dá para competir com uma empresa da Alemanha, onde não passa de 3%", disse.

 



Fonte: Diário do Nordeste
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