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Cana-de-açúcar

Cargill e USJ querem triplicar moagem de suas usinas em Goiás

20/09/2011 | 11h13

A SJC Bioenergia, joint venture entre a americana Cargill e o grupo paulista USJ, pretende chegar em 2020 com moagem de 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o triplo do que tem atualmente. Com uma usina em operação e outra em construção em Goiás, a joint venture é altamente açucareira, mas deve iniciar a primeira fase da segunda unidade apenas com produção de etanol.

"Nos próximos anos vamos definir como ficará o mix das 15 milhões de toneladas, que hoje é de 68% para açúcar", diz Hermínio Ometto, presidente do grupo USJ. Justamente por causa do açúcar, que ostenta preços elevados, a nova empresa deverá faturar nesta temporada R$ 560 milhões, 40% mais do que os R$ 400 milhões da safra passada, segundo Ometto.

O montante a ser investido no projeto todo ainda não foi estimado, nem o cronograma foi definido. Mas a segunda usina, a Cachoeira Dourada, deve começar a operar na primeira etapa em 2013 com moagem de 2,5 milhões de toneladas. A capacidade total em 2020 será alcançada com as duas usinas, que devem atingir cada uma 7,5 milhões de toneladas de moagem.

Atualmente, a joint venture processa 5 milhões de toneladas de cana e produz 170 milhões de litros de etanol, 420 mil toneladas de açúcar e 350.000 megawatts por ano de energia. Com a moagem de 7,5 milhões de toneladas de cana, em 2013/14, essa produção vai aumentar em mais 200 milhões de litros de etanol e outros 200.000 megawatts por ano de energia elétrica.

A joint venture foi anunciada ao mercado em junho. Pelo acordo, o grupo paulista entrou com as usinas de Goiás e a Cargill com um aporte de R$ 350 milhões. Além disso, foi transferido para a nova empresa R$ 1 bilhão em dívidas da USJ, que ficou com 50% da nova empresa.

A Cargill já possui participação societária na Cevasa, usina localizada em Patrocínio Paulista (SP), que recentemente dobrou sua capacidade de processamento de cana, alcançando 3 milhões de toneladas e passou a produzir também açúcar.

Marcelo de Andrade, diretor do negócio de Açúcar e Etanol da Cargill no Brasil, diz que novas parcerias e aquisições não estão descartadas. "Vamos aproveitar as oportunidades que façam sentido para a empresa". Ela ressalta que o investimento no segmento está no planejamento estratégico da companhia que quer estar entre os maiores players.

Já o grupo USJ continuará investindo em sua unidade paulista, a usina São João, que não integra a parceria com a Cargill. "Teremos nessa unidade algum ganho de escala, mas a principal estratégia é agregar valor com açúcares industriais e tipos especiais de etanol para exportação para a Europa. Estamos também estudando um projeto de cogeração na mesma unidade", diz Ometto.



Fonte: Valor Econômico
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