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Empresas

Camera vai às compras e fortalece segmentos de grãos e de biodiesel

04/02/2011 | 10h12
De olho no potencial do mercado de biodiesel no Brasil e do aumento da demanda por produtos industrializados a partir da soja, trigo e arroz, a gaúcha Camera finalizou a compra dos ativos da também gaúcha Granoleo - empresa que fazia parte do mesmo grupo da Avipal, vendida para a Perdigão em 2007. O valor da operação não foi revelado, mas está incluída no plano de investimento da Camera, que pretende aplicar R$ 200 milhões em cinco anos.
 

Esse plano de investimento foi desenhado a partir do aumento de capital da empresa feito em novembro do ano passado. O fundo CRP VII, composto por recursos do BNDES, Finep, Fapes, Funcep, Valia e Petros passou a ter 17% do capital da Camera, ficando os 83% restantes com os antigos sócios.
 

Antes da aquisição dos ativos da Granoelo, a Camera tinha apenas uma unidade de processamento de soja, em São Borja (RS), e uma usina de biodiesel, em Ijuí (RS). Agora, terá capacidade de processamento de soja de 1,1 milhão de toneladas por ano, o dobro do que tinha anteriormente. "Dessa forma passamos a figurar entre as três maiores empresas de processamento do Rio Grande do Sul e seguimos nossa estratégia de agregação de valor", afirma Fábio Issler Magdaleno, diretor administrativo e financeiro da companhia.
 

O negócio com a Granoleo envolveu quatro unidades. A principal foi o complexo de Estrela (RS), onde existe uma estrutura portuária e uma fábrica de óleo e farelo, com capacidade para esmagar 1.500 toneladas de soja por dia. Além disso, foram adquiridos um segundo parque industrial também em Estrela, com capacidade para 2.000 toneladas de soja por dia, uma unidade de recebimento em São Borja e outra em Palmeira das Missões. Com isso, a capacidade de armazenagem cresce 35% para 11,5 milhões de sacas.
 
 
O aumento do potencial de processamento vai garantir à Camera uma autossuficiência na oferta de óleo para sua usina de biodiesel. A empresa tem capacidade para produzir 115 milhões de litros por ano, mas apenas 40% da matéria-prima vinham da fábrica própria.
 

"A nossa produção de óleo até poderia abastecer a usina, mas temos um mercado importante de óleo refinado. Com a aquisição, conseguiremos abastecer toda a necessidade da usina de biodiesel, o mercado de óleo refinado e gerar um excedente", diz Magdaleno.
 

Diante do quadro, o executivo prevê que a empresa termine 2011 com um faturamento de R$ 1,6 bilhão, 50% mais que 2010. O lucro deve aumentar 19% para R$ 34 milhões e permitir que a companhia se estruture para abrir o capital em três anos.


Fonte: Valor Econômico
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