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Setor naval

Camargo Corrêa firma acordo de estaleiro em Pernambuco

05/08/2004 | 00h00

O grupo Camargo Corrêa assinou ontem um protocolo de intenções com o governo do Estado de Pernambuco para instalar no Complexo Industrial e Portuário de Suape, um estaleiro voltado para a construção de plataformas de petróleo off-shore e navios de grande porte. O empreendimento está orçado em US$ 170 milhões. As obras serão iniciadas em 2005 e as operações estão previstas para 2007. O projeto marca a entrada da Camargo Corrêa no setor de construção naval e a expectativa é de que o faturamento chegue a R$ 1 bilhão anuais.
A Camargo Corrêa irá construir, juntamente com um dique seco, um cais com 700 metros de extensão destinado a dar suporte às operações do estaleiro que será implantado em uma área de 780 mil metros quadrados. O início das obras deverá gerar cerca de 1,5 mil empregos diretos. No início das operações, a previsão é de que sejam abertos 5 mil novos postos de trabalhos de maneira direta e outros 30 mil indiretos.
A decisão de optar pela entrada no setor de construção naval, segundo o diretor técnico do projeto, Carlos Reinaldo Camerato, foi tomada após uma avaliação de mercado que levou em consideração a demanda existente por plataformas de petróleo e de embarcações de longo curso em nível mundial. "O mercado global de embarcações e plataformas é de aproximadamente US$ 73 bilhões para o ano de 2004. As estimativas para 2007, data em que nossas operações devem começar, é de que este mercado chegue a US$ 87 bilhões. A demanda hoje é duas vezes maior que a oferta mundial. A fila de espera no mercado mundial chega a três anos", disse.
Outro fator que pesou na decisão é o alto índice de nacionalização exigido no caso da construção de plataformas de petróleo, que chega a 70%. Segundo o vice-presidente do grupo, Luiz Nascimento, as encomendas nacionais são fundamentais para a consolidação não apenas do estaleiro, mas para todo o setor de construção naval. O anúncio feito recentemente pela Petrobras, de que deverá adquirir 52 navios nos próximos anos, também influenciou as decisões do grupo.
De acordo com Camerato, boa parte dos insumos e material utilizado no estaleiro deverá ser originário de outras empresas da holding. Um exemplo está nas chapas de aço que serão utilizadas na construção dos navios e que deverão ser produzidas pelas siderúrgicas integrantes do grupo, como a Cosipa. Apesar disso, a diretoria da Camargo Corrêa anunciou que está buscando parceiros internacionais com expertise tecnológica para atender às necessidades do empreendimento.
Parte dos recursos para o projeto deverão ser originários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Nacional de Marinha Mercante. Conforme Luiz Nascimento, o BNDES teria demonstrado disposição de tornar-se sócio do negócio.
Pernambuco foi escolhido, entre outros locais avaliados ao longo de 26 meses, em função da infra-estrutura, oferta hídrica e de energia, posição geográfica e logística privilegiada em relação às rotas marítimas e aos mercados da Europa e África.



Fonte: Valor Econômico
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