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Ceará

Cai fatia da exportação na geração de renda

24/04/2013 | 10h35

 

Embora as exportações cearenses venham registrando sucessivos aumentos, com uma média anual de 5,2% de incremento nos últimos dez anos, o desempenho exportador não foi suficiente para que as vendas externas contribuíssem mais significativamente para a geração de renda no estado. Ao contrário, de uma participação de 7,21% sobre o Produto Interno Bruto (PIB) estadual - soma de todas as riquezas aqui produzidas -, em 2003, esta despencou para apenas 2,62% em 2012, recuando quase três vezes. Os dados constam do estudo "A Dinâmica das Exportações Cearenses nos Últimos Dez Anos, Uma Avaliação dos Principais Setores", divulgado na tarde de terça-feira (23) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
Ao mesmo tempo, aponta o documento, a evolução das vendas externas do estado ficaram abaixo do observado para o país, que em igual período avançou mais do que o dobro (12,7%) na variação média anual, que a registrada pelo Ceará. Como resultado, houve perda de sua participação relativa no total exportado pelo Brasil, passando de 1,04%, em 2003, para apenas 0,52%, no ano passado.
"O PIB do Ceará vem crescendo em ritmo bem superior ao volume exportado pelo Estado, o que significa dizer que o mercado interno vem sendo mais representativo por aqui nos últimos dez anos. Como este vem se fortificando tanto no Ceará como no Brasil, há o estímulo às empresas buscarem o consumidor doméstico em detrimento do mercado externo, que é mais complexo" destaca o diretor geral do Ipece, Flávio Ataliba Barreto.
Pauta pouco dinâmica
Em relação à queda participação do Ceará no volume exportado pelo Brasil, ele explica que isto se deve à maior diversificação da pauta de exportações brasileira em relação à cearense, que no decorrer dos anos ainda permanece concentrada em poucos produtos.
"A pauta de exportações do Ceará é pouco dinâmica. Praticamente 80% do que é exportado pelo estado concentram-se em seis ou sete produtos: calçados, couros e peles, castanha de caju, frutas, têxteis, produtos alimentícios e ceras vegetais, nessa ordem", explica.
Além do que, acrescenta Flávio Ataliba, boa parte dessa queda das exportações cearenses sobre o volume exportado pelo país deve-se à retração das vendas do setor têxtil, que já chegou a participar com 12,1%, em 2003, caindo para apenas 2,3%, em 2012. "Ademais, se percebeu que a pauta de exportações brasileira, no período analisado, ganhou força com produtos que não são exportados pelo Ceará ou que ainda têm pouca relevância, como minério de ferro, soja, açúcar e café", justifica.
Concentração
Outro aspecto abordado pelo estudo do Ipece foi a as exportações por regiões do Ceará. A constatação é de que a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) ainda concentra em torno de 66,4%, com pouco sendo transferido para outras áreas como Sobral/Ibiapina, que avançou de 8,17%, em 2003, para 12,65%, em 2012.
Perspectivas
Para Ataliba, embora tenha se verificado essas tendências, as perspectivas são boas para o estado. "Temos aí a ampliação do Porto do Pecém e a atração de empresas para o entorno da Siderúrgica. Mas ao mesmo tempo este estudo é um alerta para se intensificar a discussão sobre o comércio exterior no estado. A adoção de políticas específicas para tornar as empresas locais mais competitivas, que ainda dependem muito das ações federais e da política cambial", conclui o diretor geral do Ipece.

Embora as exportações cearenses venham registrando sucessivos aumentos, com uma média anual de 5,2% de incremento nos últimos dez anos, o desempenho exportador não foi suficiente para que as vendas externas contribuíssem mais significativamente para a geração de renda no estado. Ao contrário, de uma participação de 7,21% sobre o Produto Interno Bruto (PIB) estadual - soma de todas as riquezas aqui produzidas -, em 2003, esta despencou para apenas 2,62% em 2012, recuando quase três vezes. Os dados constam do estudo "A Dinâmica das Exportações Cearenses nos Últimos Dez Anos, Uma Avaliação dos Principais Setores", divulgado na tarde de terça-feira (23) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).


Ao mesmo tempo, aponta o documento, a evolução das vendas externas do estado ficaram abaixo do observado para o país, que em igual período avançou mais do que o dobro (12,7%) na variação média anual, que a registrada pelo Ceará. Como resultado, houve perda de sua participação relativa no total exportado pelo Brasil, passando de 1,04%, em 2003, para apenas 0,52%, no ano passado.


"O PIB do Ceará vem crescendo em ritmo bem superior ao volume exportado pelo Estado, o que significa dizer que o mercado interno vem sendo mais representativo por aqui nos últimos dez anos. Como este vem se fortificando tanto no Ceará como no Brasil, há o estímulo às empresas buscarem o consumidor doméstico em detrimento do mercado externo, que é mais complexo" destaca o diretor geral do Ipece, Flávio Ataliba Barreto.



Pauta pouco dinâmica


Em relação à queda participação do Ceará no volume exportado pelo Brasil, ele explica que isto se deve à maior diversificação da pauta de exportações brasileira em relação à cearense, que no decorrer dos anos ainda permanece concentrada em poucos produtos.


"A pauta de exportações do Ceará é pouco dinâmica. Praticamente 80% do que é exportado pelo estado concentram-se em seis ou sete produtos: calçados, couros e peles, castanha de caju, frutas, têxteis, produtos alimentícios e ceras vegetais, nessa ordem", explica.


Além do que, acrescenta Flávio Ataliba, boa parte dessa queda das exportações cearenses sobre o volume exportado pelo país deve-se à retração das vendas do setor têxtil, que já chegou a participar com 12,1%, em 2003, caindo para apenas 2,3%, em 2012. "Ademais, se percebeu que a pauta de exportações brasileira, no período analisado, ganhou força com produtos que não são exportados pelo Ceará ou que ainda têm pouca relevância, como minério de ferro, soja, açúcar e café", justifica.



Concentração


Outro aspecto abordado pelo estudo do Ipece foi a as exportações por regiões do Ceará. A constatação é de que a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) ainda concentra em torno de 66,4%, com pouco sendo transferido para outras áreas como Sobral/Ibiapina, que avançou de 8,17%, em 2003, para 12,65%, em 2012.



Perspectivas


Para Ataliba, embora tenha se verificado essas tendências, as perspectivas são boas para o estado. "Temos aí a ampliação do Porto do Pecém e a atração de empresas para o entorno da Siderúrgica. Mas ao mesmo tempo este estudo é um alerta para se intensificar a discussão sobre o comércio exterior no estado. A adoção de políticas específicas para tornar as empresas locais mais competitivas, que ainda dependem muito das ações federais e da política cambial", conclui o diretor geral do Ipece.

 



Fonte: Diário do Nordeste
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