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Meio ambiente

British Petroleum pesquisa estocagem de CO2 no fundo do mar

13/12/2005 | 00h00

Assim como governantes se preocupam com o aquecimento global, os grandes gigantes do Petróleo já pesquisam novas tecnologias para atacar o problema e achar uma utilidade para poços de extração marítimos vazios.

Petróleo e gás têm sido extraídos do campo The Miller, no Mar do Norte, entre as costa noroeste européia e a Grã-Bretanha, por mais de duas décadas, mas hoje, com a produção em declínio, a região poderá ser usada para um fim bem diferente: ajudar a atacar as mudanças climáticas.

Cientistas de uma das gigantes do Petróleo, a British Petroleum (BP), trabalham com oficiais do Departamento de Indústria e Comércio da Grã-Bretanha em um projeto que irá enterrar milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) sob o fundo dos oceanos.

A captura e estocagem do CO2 não é um processo recente, mas o projeto Miller pode ser o primeiro britânico. Neste esquema, o dióxido de carbono emitido por estações de energia será liquidificado, bombardeado de volta ao oceano (através de um oleoduto desativado) e estocado em poços vazios.

Cientistas estimam que, em media, apenas um único projeto poderia remover 1m toneladas de CO2 da atmofera a cada ano – o equivalente a emissões liberadas por 100 mil carros de passeio no mesmo período. “A melhor opção, é claro, é a eficiência energética, porém esta técnica é atrativa já que você pode reduzir de 85% a 95% as emissões de CO2 de uma processo específico”, disse o analista sênior da Agência Internacional de Energia (IEA), Dolf Gielen, em Paris.

Na semana passada a BP confirmou que projetos de estocagem de carbono são praticados no Mar do Norte, entretanto não revelou em qual plataforma de extração estão sendo feitas as investigações.

Mesmo assim, a companhia não esconde seus interesses na atividade e já opera um plano em plataformas de extração de gás natural na Argélia. No início do ano, o chefe executivo da BP, Lord Browne, foi claro sobre a atratividade do trabalho. “Nossa Companhia estima que as reservas no Mar do Norte podem estocar todo o CO2 produzido em 60 anos pela geração energética da Europa”, disse.

Segundo Browne, isso é o que a empresa busca hoje – pegar um poço de petróleo desativado e, com os equipamentos adequados, enchê-lo de dióxido de carbono. A BP é a única das grandes empresas de petróleo que investiga os benefícios desta prática atualmente. Segundo o IEA existem cerca de 150 projetos em andamento em todo o mundo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a ExxonMobil e a General Electric estão entre os diversos patrocinadores de um projeto de Energia e Mudanças Climáticas da Universidade de Stanford, que estuda os mecanismos de estocagem e monitoramento de CO2 sob o solo. A Norway`s Statoil, da Noruega, tem operado um esquema no campo de Sleipner, também no Mar do Norte, nos últimos oito anos.

A maioria destes planos de pesquisa, entretanto, são ainda relativamente modestos. O diferencial do projeto Miller é que pode ser muito maior e, se bem sucedido, poderá liderar ums série de outros em poços de petróleo e gás da região que secarão nos próximos 20 anos.

Mesmo com os aspectos positivos da estocagem de carbono começando a ficar claros, muitos obstáculos ainda precisam ser transpostos. O maior deles é o custo. Na semana passada, os diretores da Norway’s Petroleum, da Noruega, concluiram que o método atualmente é muito caro e com muitos riscos para ser usado no país. De acordo com o IEA, os custos de captura e estocagem do CO2 são de $50 a $100 por tonelada, o que poderia cair para $25 a $30 em 2030 com maiores investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A redução de custos por si só não basta, segundo pesquisadores seria preciso iniciativas políticas para encorajar as empresas de petróleo a usá-lo.

Outra maneira de incentivo seria através do Comércio de Emissões da União Européia, segundo Gielen. Sob este plano, as usinas de energia tem que comprar “créditos de obrigações renováveis”, caso excedam a quantidade de CO2 que são autorizadas a emitir – pagando efetivamente uma penalidade pela poluição. O preço do crédito é determinado pela demanda. Hoje, entretanto, a tonelada é negociada por €7 a €15 – valor muito baixo para fazer a estocagem valer a pena.

Alguns executivos de indústrias argumentam que para este tipo de atividade se tornar atrativa, o governo deve fornecer algum tipo de subsídio como o oferecido para a energia eólica.

O diretor do Projeto de Energia e Mudanças Climáticas da Universidade de Stanford, Lynn Orr, afirma que a estocagem de carbono será uma peça fundamental no futuro, mas alerta para o fato de que não é a única solução para o aquecimento global. “Este é potencialmente um elemento, porém os desafios são tão grandes que é certo que será uma panacéia. O volume de CO2 que temos gerado é tão grande que precisamos pensar em diferentes maneira de fazer um corte nas emissões”.



Fonte: CarbonoBrasil
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