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Petróleo

Brent retorna ao nível de US$ 110 após crise

18/08/2011 | 11h59
O preço do petróleo bruto negociado em Londres subiu ontem acima de US$ 110 o barril pela primeira vez em duas semanas, mesmo com dados mostrando uma grande injeção de estoques do governo no mercado.

O contrato de outubro do tipo Brent subiu US$ 2,02 para US$ 111,15 o barril, depois de bater nos US$ 111,74 no começo dos negócios. Na Nymex, o contrato de setembro do petróleo do tipo WTI ganhou US$ 1,12 para US$ 87,77.

O Brent caiu abaixo dos US$ 110 na semana passada, após o rebaixamento da classificação da dívida dos Estados Unidos, as preocupações com a crise da dívida da zona do euro e a desaceleração do crescimento econômico. Mas com a demanda global ainda em alta, os preços subiram em cinco dos últimos seis pregões.

"O petróleo se deu bem com a queda dos mercados de ações numa fase em que ninguém quer assumir riscos", disse Harry Tchilinguirian, diretor de estratégia de commodities do BNP Paribas. "Após a correção, o que estamos buscando é o retorno do mercado de petróleo à sua dinâmica."

A reação do petróleo ocorreu enquanto a liberação de um estoque de emergência de 60 milhões de barris coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE) está em andamento. Os EUA estão fornecendo cerca de metade do volume, recorrendo às suas reservas estratégicas de petróleo.

Ontem, o governo americano informou que os estoques de sua reserva caíram 5,9 milhões de barris na semana encerrada em 12 de agosto, enquanto os estoques comerciais cresceram 4,2 milhões de barris para 354 milhões de barris. No total, 20,4 milhões de barris de óleo bruto leve "doce" foram entregues desde o fim de julho a compradores que vão da Valero, a maior refinaria independente dos EUA, ao banco britânico Barclays. As entregas reforçaram o fornecimento ao longo do Golfo do México nos EUA, onde os estoques estratégicos são salvaguardados.

Os preços do petróleo vêm diminuindo desde que a AIE anunciou a liberação em 23 de junho, mas o impacto maior tem sido sobre os preços em diferentes lugares. O óleo do tipo Light Louisiana Sweet, referência do Golfo do México, enfraqueceu em relação ao Brent, encorajando operadores a enviar carregamentos para as refinarias europeias que têm problemas com perda da produção da Líbia.

As importações de óleo bruto pelos EUA caíram 6,1% em relação ao mesmo período de 2010, para 9,3 milhões de barris por dia nas últimas quatro semanas, segundo o Departamento de Energia dos EUA .

A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, aumentou sua produção em mais de 900 mil barris/dia em junho, para 9,8 milhões de barris/dia, segundo dados divulgados ontem pela Joint Organisations Data Iniciative. O reforço atende o compromisso da Arábia Saudita de aumentar o fornecimento após turbulenta reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em 8 de junho.


Fonte: Valor Econômico
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