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Petroquímica

Braskem vai reduzir dívida total em R$ 2 bilhões

20/10/2004 | 00h00
A Braskem, maior petroquímica da América Latina, vai reduzir seu endividamento em R$ 2 bilhões. A empresa anunciou ontem um resgate antecipado de R$ 1,2 bilhão que foram emitidos no início do ano em debêntures. No final de setembro, foi feito outro resgate de R$ 360 milhões, além de uma emissão de ações que rendeu R$ 1,21 bilhão. "Estamos empenhados em reduzir o passivo da Braskem", disse José Carlos Grubisich, presidente da empresa. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as ações preferenciais (PN) da Braskem chegaram a subir mais de 1,5%, mas acabaram fechando em baixa de 0,70%. O Ibovespa caiu 2,2%.
No final do segundo trimestre, o endividamento bruto da petroquímica era de R$ 8,6 bilhões (o líquido, estava em R$ 6,8 bilhões). A meta, segundo Paul Altit, vice-presidente responsável por finanças e por relações com investidores, é terminar o ano com a relação dívida/ebitda de duas vezes. Em dezembro do ano passado, era de 3,5 vezes.
O resgate das debêntures (a 11 emissão da Braskem) começa dia 3 de novembro. Os papéis venceriam em 2007. Segundo Altit, uma das razões da antecipação do resgate é o alto custo dos papéis, que são remunerados pela variação do CDI mais 4,5%. Hoje, ele acredita que a Braskem tenha condições de emitir debêntures por um prazo mais longo e com uma remuneração menor.
Ainda como estratégia para reduzir as dívidas, a Braskem pagou US$ 100 milhões em bônus. O dinheiro para resgatar as debêntures virá da emissão de ações concluída em setembro (que rendeu R$ 1,1 bilhão) e de recursos disponíveis em caixa.
No final de junho, 64% do passivo da Braskem era em dólar. De acordo com Altit, no terceiro trimestre, esse percentual vai aumentar, porque a empresa antecipou mais pagamentos em dólar do que em reais. Mas, a médio prazo, a participação das dívidas na moeda americana deve cair para 50% do total.
Segundo Grubisich, o esforço para reduzir os passivos não vai comprometer a capacidade de investimento da petroquímica. Um dos projetos em andamento é a construção de uma unidade em Paulínia (SP) que terá capacidade de produzir 300 mil toneladas de polipropileno. A fábrica vai ficar pronta em 2007.
Historicamente, o setor petroquímico sempre cresce acima do PIB. Segundo Grubisich, se a economia crescer 4% nos próximos anos, o setor de plásticos pode ter um crescimento de 10% a 15%.

Fonte: Valor Econômico
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