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Petroquímica

Braskem obtém Ebitda recorde, mas o lucro líquido recua 93%

30/04/2004 | 00h00

A Braskem, maior petroquímica da América Latina, obteve um Ebitda (geração de caixa) de R$ 529 milhões no primeiro trimestre de 2004, valor 18% superior aos R$ 450 milhões dos três primeiros meses de 2003. Foi o melhor Ebitda trimestral desde a criação da empresa, em agosto de 2002. O lucro líquido, contudo, atingiu R$ 10 milhões, resultado 93% abaixo do lucro de R$ 131 milhões alcançado no mesmo período de 2003. A receita líquida recuou 7% e somou R$ 2,14 bilhões. "O resultado é reflexo do impacto significativo do câmbio e da nova sistemática de tributação do PIS/Confins", disse o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich.
Segundo o executivo, houve uma valorização de 15% do real diante do dólar na comparação do primeiro trimestre de 2003 com o mesmo período de 2004, o que reduziu os preços dos produtos da empresa, que são alinhados aos preços internacionais. Além disso, também pesaram as despesas financeiras e os custos e despesas de depreciação e amortização, sobretudo de ágios decorrentes do processo de integração societária da companhia. O executivo também apontou a parada para manutenção na Unidade de Insumos Básicos de Camaçari (BA), que durou 35 dias, como outro motivo que afetou o desempenho operacional da empresa.
Segundo Grubisich, as perdas potenciais de receita devido à parada ficaram entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões na unidade de insumos básicos e outros R$ 50 milhões decorrentes da diminuição nas vendas de resinas. A empresa deixou de produzir 60 mil toneladas de eteno e seus co-produtos. Durante a parada - que recebeu investimento de R$ 114 milhões - a empresa ampliou sua capacidade de produção de eteno para 1,28 milhão de toneladas anuais. As vendas do insumo caíram 7% e somaram 212,98 mil toneladas.
O volume de vendas de resinas somou 399 mil toneladas no primeiro trimestre (317 mil no mercado interno), quantidade estável na comparação com as 401 mil toneladas do mesmo período de 2003. O destaque positivo ficou por conta das vendas de PET, que cresceram 30% e totalizaram 18,44 mil toneladas. Já as vendas de polipropileno e propeno caíram, ambas, 4%, e a de PVC, 2%. As vendas de soda líquida cresceram 4% e as de polietilenos se mantiveram estáveis. A receita líquida com exportações recuou 3% e alcançou US$ 133 milhões, e 36% das vendas externas tiveram a América do Norte como destino. As vendas para a China somaram US$ 13 milhões.
A Braskem já conquistou R$ 310 milhões em ganhos de sinergia decorrentes da integração societária das seis empresas que resultaram na formação da companhia. O montante corresponde a 94% do total estimado de R$ 330 milhões, que, segundo Grubisich, deverá ser alcançado até o final do ano. A dívida líquida da empresa cresceu 1% desde 31 de dezembro de 2003 e somou R$ 6,35 bilhões em 31 de março de 2004. O investimento no primeiro trimestre foi de R$ 31 milhões.

Investimento de R$ 400 milhões

A Braskem vai investir R$ 400 milhões em 2004 para atender o crescimento da demanda por termoplásticos. A empresa vai expandir sua capacidade de produção de polipropileno em 100 mil toneladas, e a de PVC em 50 mil toneladas e planeja ainda ampliar em outras 100 mil toneladas sua produção de PVC, o que ainda depende do crescimento da demanda pelo produto. Segundo o presidente da Braskem, o mercado absorveu os estoques existentes no primeiro trimestre, o que é um prenúncio do aumento das vendas do setor nos próximos meses.
Grubisich também aposta no aumento dos preços e da rentabilidade no mercado doméstico devido à relação entre menor oferta e maior demanda. O executivo acredita em um crescimento entre 8% e 12% do mercado de resinas em 2004. Ontem, as ações PN da Braskem caíram 7,7%, para R$ 60,01.



Fonte: Gazeta Mercantil
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